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EUA enviam caças F-35 ao Caribe em meio a escalada de tensões com a Venezuela

Medida amplia a presença dos EUA no sul do Caribe, que já conta com sete navios de guerra, um submarino nuclear e aviões de espionagem; na quinta-feira (4), dois caças venezuelanos sobrevoaram destróier americano

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Fuzileiros navais dos Estados Unidos descarregam equipamentos de um V-22 Osprey enquanto um helicóptero Sikorsky CH-53K King Stallion sobrevoa o local, na chegada ao Aeroporto José Aponte de la Torre, antiga Estação Naval Roosevelt Roads, em Ceiba, Porto Rico
US-TROOPS-PUERTORICO-POLITICS Jaydee Lee Serrano/AFP

O governo dos Estados Unidos, sob o comando de Donald Trump, determinou o envio de dez caças F-35 para a base aérea de Porto Rico, no Caribe. As aeronaves devem chegar até o fim da próxima semana e reforçar operações militares que, segundo Washington, têm como objetivo combater cartéis de drogas na região. A informação foi divulgada pela agência Reuters nesta sexta-feira (5), com base em fontes oficiais.

A medida amplia a presença americana no sul do Caribe, que já conta com sete navios de guerra, um submarino nuclear e aviões de espionagem. Analistas, porém, avaliam que o aparato militar vai além do necessário para ações contra o narcotráfico e pode indicar preparação para uma intervenção na Venezuela.

O reforço ocorre dias após um ataque dos EUA a uma embarcação que, segundo Trump, transportava drogas da Venezuela. A ação matou 11 pessoas e foi classificada por Caracas como uma execução extrajudicial. O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reagiu mobilizando o Exército e afirmando que o país entrará em “luta armada” caso seja atacado. Na quinta-feira (4), dois caças venezuelanos sobrevoaram o destróier americano USS Jason Dunham em águas internacionais. O Pentágono considerou a manobra “altamente provocativa” e advertiu Caracas contra qualquer tentativa de interferir nas operações.

Trump acusa Maduro de chefiar organizações criminosas como o Tren de Aragua e o Cartel de los Soles, classificadas por Washington como “narcoterroristas”. O secretário de Estado, Marco Rubio, em viagem pela América Latina, defendeu a nova estratégia americana, afirmando que os cartéis só serão contidos com “eliminação física” de seus integrantes.

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A Casa Branca oferece até US$ 50 milhões por informações que levem à prisão de Maduro, considerado fugitivo pela Justiça americana. Já o governo venezuelano afirma que a mobilização militar dos EUA representa “a maior ameaça à América Latina no último século”.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA