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MP-SP questiona Ricardo Nunes sobre ação contra artistas do Teatro de Contêiner Mungunzá

Confronto envolveu o uso de gás de pimenta para remover o grupo, e há alegações de que os guardas estariam portando armas de fogo durante a operação

Nicolas Robert

Teatro Mungunzá
Teatro Mungunzá recebe notificação extrajudicial para desapropriação RAUL LUCIANO/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) enviou um ofício ao prefeito da capital, Ricardo Nunes, solicitando esclarecimentos sobre a ação da Guarda Civil Metropolitana (GCM) que retirou à força artistas do Teatro de Contêiner Mungunzá, localizado no bairro do Bixiga, na região central da cidade. O MP-SP quer saber a origem da ordem para a desocupação e apura se houve excesso por parte dos agentes. A ação, ocorrida na última terça-feira (19), envolveu o uso de gás de pimenta para remover o grupo, e há alegações de que os guardas estariam portando armas de fogo durante a operação.

A companhia de teatro ocupava o local, um terreno sob um viaduto na esquina da Rua João Passaláqua com o Viaduto Júlio de Mesquita Filho, desde 2016. A prefeitura alega que o espaço está interditado e que a ação foi necessária após uma “invasão” por parte dos artistas. Em sua defesa, a gestão municipal afirma ter oferecido três locais alternativos para a realocação da companhia. A prefeitura também informou que a área onde o teatro estava instalado será revitalizada como parte de um projeto maior para a região central. O espaço está agora trancado e aguarda a reutilização.

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O governo do estado, por sua vez, já havia negado dois pedidos formais da companhia para a cessão de outros terrenos, argumentando que um deles seria destinado a projetos de habitação da CDHU e o outro seria uma área operacional da CPTM.

*Com informações de Marcelo Mattos

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*Reportagem produzida com auxílio de IA