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Guerra entre Irã e Israel não deve provocar nova crise de refugiados, prevê ONU

Organização das Nações Unidas pediu desescalada urgente após bombardeios israelenses atingirem instalações militares e nucleares da República Islâmica, matando oficiais, cientistas e civis

Victor Trovão

Ativistas do Movimento Paquistão Unido carregam cartazes e gritam slogans anti-Israel durante um protesto em Lahore, em 21 de junho de 2025, em meio ao conflito entre Irã e Israel. (Foto de Arif ALI / AFP)
Ativistas do Movimento Paquistão Unido carregam cartazes e gritam slogans anti-Israel durante um protesto em Lahore, em 21 de junho de 2025, em meio ao conflito entre Irã e Israel. (Foto de Arif ALI / AFP) Foto de Arif ALI / AFP

A guerra entre Irã e Israel não deve resultar em uma nova crise de refugiados no Oriente Médio, alertou neste sábado a ONU (21), que pediu uma desescalada urgente do conflito. Israel lançou em 13 de junho uma ampla campanha de ataques aéreos contra o Irã com o objetivo de evitar que seu arqui-inimigo fabricasse a bomba atômica, um objetivo que Teerã nega ter. Os bombardeios israelenses atingiram centenas de instalações militares e nucleares na República Islâmica, tirando a vida de vários altos funcionários das forças de segurança e cientistas envolvidos no programa nuclear.

O Irã respondeu com lançamentos de mísseis e drones contra Israel. A Agência da ONU para os Refugiados (Acnur) indicou que a intensidade dos ataques já desencadeou movimentos populacionais em ambos os países. Foram relatados movimentos de pessoas na capital iraniana, Teerã, e em outras partes do país, enquanto grupos de pessoas cruzaram a fronteira para países vizinhos, detalhou.

Em Israel, os bombardeios provocaram deslocamentos internos e, em alguns casos, para o exterior. “Esta região já suportou mais do que o suficiente de guerras, perdas e deslocamentos. Não podemos permitir que outra crise de refugiados se enraíze”, declarou Filippo Grandi, alto comissário das Nações Unidas para os refugiados. “É hora de acalmar a situação. Uma vez que as pessoas são forçadas a fugir, não há um retorno rápido; e com demasiada frequência, as consequências duram gerações”, acrescentou.

O Irã é o país do mundo que mais acolhe refugiados, cerca de 3,5 milhões, a maioria procedente do Afeganistão. Se o conflito persistir, esses refugiados também enfrentarão dificuldades ainda maiores, acrescentou o Acnur. A agência pediu uma desescalada urgente do conflito e instou os países da região a respeitar o direito das pessoas de buscar segurança.

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A guerra, que neste sábado completa nove dias, já deixou mais de 400 mortos e mais de 3.000 feridos do lado iraniano, segundo o último balanço do Ministério da Saúde do Irã. Os ataques de represália iranianos provocaram pelo menos 25 mortos em Israel, segundo as autoridades desse país.

*Com informações da AFP 

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