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Omã propõe gestão compartilhada do Estreito de Ormuz com o Irã

Plano prevê administração regional da principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio e busca reduzir tensões sem conceder controle exclusivo a Teerã

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Imagem mostra navios passando pelo Estreito de Ormuz após anúncio de trégua na guerra
Plano prevê administração regional da principal rota de exportação de petróleo do Oriente Médio e busca reduzir tensões sem conceder controle exclusivo a Teerã Reprodução / X

O Omã apresentou ao Irã uma proposta para estabelecer um sistema regional de gestão compartilhada do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e mercadorias. A informação foi divulgada nesta terça-feira (28) por uma fonte do Golfo à Reuters.

O projeto, que conta com apoio de outros países da região, é inspirado no modelo adotado no Estreito de Malaca, importante corredor marítimo entre os oceanos Índico e Pacífico. A iniciativa busca fortalecer a cooperação entre os países que utilizam a passagem, sem concentrar a administração da passagem em um único Estado.

Pela proposta, governos e empresas que operam no Estreito de Ormuz fariam contribuições voluntárias destinadas ao financiamento da segurança da navegação, da proteção ambiental e das operações de busca e salvamento. O plano também estabelece uma administração conjunta da via marítima, descartando a possibilidade de controle exclusivo por parte do Irã.

A iniciativa ocorre em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. Nos últimos meses, o Estreito de Ormuz voltou a ocupar o papel central do confronto entre Irã e Estados Unidos, com sucessivas ameaças e episódios relacionados à segurança da região. A passagem é estratégica para o comércio global por concentrar uma parcela significativa das exportações de petróleo produzidas no Oriente Médio.

Também nesta terça-feira, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, conversou separadamente com os chanceleres da Arábia Saudita e de Omã. Segundo o governo iraniano, os contatos trataram da situação regional e da necessidade de ampliar a cooperação diplomática para preservar a segurança e a estabilidade no Estreito de Ormuz.