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Adolescente mata avós, alunos e professores de escola

Garoto de 14 anos tirou a própria vida após o ataque

AFP

Adolescente mata avós, alunos e professores de escola
Adolescente mata avós, alunos e professores de escola LILLIAN SUWANRUMPHA / AFP

Um adolescente de 14 anos matou os avós nesta sexta-feira (7) antes de seguir para sua escola na Tailândia, onde tirou a vida de cinco pessoas.

As autoridades anunciaram inicialmente oito mortos, mas revisaram o número para sete: os dois avós, dois professores e três membros do corpo docente.

O autor dos disparos havia “planejado claramente” o ataque e tirou a própria vida com a arma, declarou no local dos fatos o primeiro-ministro, Anutin Charnvirakul. Ele o descreveu como um aluno que se encontrava “sob pressão” na escola.

Além disso, mais de 30 pessoas ficaram feridas, das quais nove se encontram em estado grave, detalhou.

“Ouvi muitos tiros, muito altos, porque parecia que o atirador estava justamente no andar de cima. Eu conseguia até ouvir as cápsulas batendo no chão e o barulho do meta”Pawarisa Maylissa, uma estudante

“Eu tive medo de morrer e de não realizar meus sonhos”, afirmou em frente à escola Debsirin, na província de Nonthaburi, ao norte de Bangcoc.

Após a tragédia, os pais correram para o local para buscar seus filhos, enquanto alunos e funcionários se consolavam do lado de fora.

Fotos publicadas pela imprensa local mostram o suspeito vestido com um uniforme escolar roxo e uma bolsa preta a tiracolo, com várias cápsulas de bala visíveis no chão.

‘Um garoto perturbado’

“Era um garoto perturbado. Meu grupo de amigos, que o conhecia, dizia que ele se interessava pelo FBI e por armas, e que muitos outros alunos o assediavam”, contou à AFP Purin Khumchoo, de 17 anos, depois de ter escapado por pouco das balas.

“Quando vi que ele apontava a arma para mim, pensei que parecia muito profissional, como se estivesse treinando havia muito tempo”, acrescentou o adolescente.

Quinze alunos sofreram lesões ao tentar fugir, declarou a vice-ministra do Interior tailandesa, Polapee Suwunchwee, à emissora pública Thai PBS.

“Vi milhares de alunos correndo. Alguns nem sequer estavam calçados”, afirmou Thongchai Thanakat, piloto de mototáxi que trabalha há vinte anos em frente ao colégio, com capacidade para 3.000 estudantes.

“Sinto-me muito mal por um aluno cujo corpo vi depois que ele foi atingido em cheio na cabeça”, acrescentou. “É realmente triste”.

Um ‘incidente terrível’

O primeiro-ministro Anutin Charnvirakul qualificou o ocorrido como um “incidente terrível”.

Segundo o primeiro-ministro, a arma, registrada legalmente, estava guardada em uma casa, mas o adolescente “conseguiu ter acesso a ela de alguma forma”.

“Nunca deveria ter acontecido. Como pôde isso acontecer em nosso país?”, lamentou.

A Tailândia tem uma das maiores taxas de posse de armas de fogo da região, com cerca de 10 milhões em circulação, ou seja, uma para cada sete habitantes.

Promessas anteriores de endurecer as leis sobre armamento não impediram que os disparos continuassem de forma recorrente.

A polícia tailandesa deteve, em fevereiro, um adolescente que abriu fogo em uma escola no sul do país, resultando na morte de uma pessoa (o diretor) e em dois estudantes feridos.

Em 2022, um ex-policial armado com uma pistola e uma faca invadiu uma creche no norte do país e matou 24 crianças e 12 adultos.