Petrobras descobre petróleo na bacia sedimentar da Foz do Amazonas
A Petrobras informou nesta sexta-feira (14) que idenditificou a presença de hidrocarbonetos na bacia sedimentar da Foz do Amazonas. Segundo a empresa, o poço Morpho (1-BRSA-1405-APS) está localizado a cerca de 175 km da costa do estado do Amapá, em lâmina d’água de 2.886 metros.
“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma hoje. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país”, disse a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.
Em nota, a empresa explicou que o intervalo portador de hidrocarbonetos foi constatado através de perfis elétricos e indicativos em rocha, e que as operações de perfuração permanecem em curso, visando a “continuidade da avaliação exploratória, de forma segura e com respeito ao meio ambiente e às pessoas”
A decoberta foi comemorada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, considerando o ocorrido como “histórico para o Amapá e para o Brasil”.
“Um dia que confirma aquilo em que sempre acreditamos: o Amapá é gigante e tem muito a contribuir para o desenvolvimento do nosso país.Estávamos certos. Foram anos de luta para chegar até aqui. Lutamos pelo direito de pesquisar a Margem Equatorial e conhecer as nossas riquezas. Lutamos para que, sendo possível a exploração, essa riqueza seja transformada em emprego, renda, oportunidades e qualidade de vida para o povo amapaense e contribua para o desenvolvimento do Brasil.”
Lucro da Petrobras
A Petrobras é a operadora do bloco FZA-M-59 e detém 100% de participação na área. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.
No último dia 6 de agosto, a Petrobras informou que fechou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ R$ 52,4 bilhões, 96,8% a mais ante um ano, e 60,6% maior do que o registrado no trimestre imediatamente anterior.
A receita de vendas no período subiu 42,3%, para R$ 169,5 bilhões, frente ao segundo trimestre de 2025, e 37,1% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O resultado dessa linha do balanço ficou cerca de 0,84% abaixo do recorde da companhia registrado no segundo trimestre de 2022 (R$ R$ 170, 9 bilhões).