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Política

Ausentes, Lula e Flávio protagonizam 1º debate e são atacados por candidatos

Os dois foram alvos de ataques proferidos por Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSDB) e Augusto Cury (Avante)

Pedro Vilas Boas

Primeiro debate presidencial
Primeiro debate presidencial Renato Pizzutto/Band

Apesar de não estarem presentes no primeiro debate presidencial, realizado neste domingo (23), os candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) foram os protagonistas do encontro. Os dois foram alvos de ataques proferidos por Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

1º bloco

Os três candidatos direcionaram suas críticas no primeiro bloco do debate ao presidente Lula. Todos eles abriram suas primeiras respostas criticando as ausências do petista e de Flávio.

“Eles não têm coragem de falar sobre os crimes que cometeram. Covardes e canalhas”, disse Renan Santos. “Lógico que é momento onde a sociedade esperava a presença dos dois candidatos, que são também os mais rejeitados do país. Isso talvez explique o porquê da fuga deles”, afirmou Caiado. Augusto Cury, por sua vez, disse que Lula tinha que ter comparecido ao debate para explicar o “caos” na educação.

Ao longo das respostas aos apresentadores e durante o confronto direto, os três presidenciáveis deixaram Flávio de lado e priorizaram criticar Lula. O candidato do Missão defendeu decretar estado de defesa no Brasil e anunciar o uso da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para que as Forças Armadas atuem nos estados dominados pelo crime organizado. Renan citou Bahia e Ceará como exemplos de estados que seriam alvo de intervenção federal, caso não combatessem o crime organizado.

Em um momento durante o confronto direto, Renan disse a Cury que, com exceção dos eleitores de Lula que são ligados ao Bolsa Família e se sentem subordinados, ele não deseja o voto do resto do eleitorado do petista. “É canalha, não quero o voto dele”.

2º bloco

O candidato do Missão subiu o tom durante o segundo bloco do debate, atacando tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro.

“O maior inimigo do trabalho falou que você vai trabalhar menos. Esse mesmo cara falou que você ia comer mais picanha, falou que ia taxar as ‘blusinhas’ e você não ia pagar o preço. Não acredita no que os políticos estão dizendo, que você vai trabalhar menos e ganhar mais. Até a Casas Bahia está quebrando. Todo mundo está quebrando”Renan Santos

Ele defendeu a promoção de novas reformas para evitar escândalos como a suposta “rachadinha” cometida por Flávio. “Alterar a lei trabalhista para contratar ser mais fácil, para você não precisar pagar tanto imposto na hora de receber o seu salário, para o Flávio Bolsonaro fazer a rachadinha, uma reforma trabalhista que permita você ser contratado por hora”, afirmou.

O candidato Augusto Cury defendeu o fim da escala 6×1 para favorecer a saúde mental dos trabalhadores. “A escala 5×2 atende às necessidades dos trabalhadroes, mais qualidade de vida, e, consequentemente, produzirem mais. Escala 6×1 atende a determinados setores da economia”, disse.

Questionado sobre política internacional, o presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) criticou a atual postura do Itamaraty. “A chancelaria passou a ser porta-voz do PT. Isso que vou recuperar no Brasil. Vou fazer com que a chancelaria do Brasil volte a fazer acordos”.

3º bloco

No terceiro e último bloco do primeiro debate presidencial, Caiado acompanhou Renan Santos e atacou tanto Lula quanto Flávio. “O primeiro candidato tem o ‘Dark Horse’ [filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro alvo de investigação] e o Lula tem o ‘Dark Lobby’, e a Roberta Luchsinger [lobista] e o Lulinha [filho do presidente]”, disse.

“Num primeiro momento eu disse: ‘Olha, Flávio, explique. Ele não deu satisfação, não explicou o Dark Horse. Como um candidato a Presidência pode querer ter a presunção de inocência se não explicou onde foram parar milhões de reais”Ronaldo Caiado

Já Renan Santos foi ainda mais incisivo sobre Flávio e o chamou de “imbecil”. “Isso é jogo de cartas marcadas. Lula quer que Flávio seja candidato porque o único que é capaz de vencer é o Flávio, que é fraco, não é inteligente, tem gravíssimos déficits cognitivos. Última vez que participou de um debate teve problemas gástricos”, ironizou, se referindo às eleições de 2016, quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro passou mal durante um debate.

Augusto Cury defendeu tornar corrupção crime hediondo e que o julgamento dure no máximo seis meses.

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