Kim Jong-un promete apoio a Putin e chama guerra na Ucrânia de ‘sagrada’
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu “apoio inabalável” ao presidente russo, Vladimir Putin, e classificou a guerra na Ucrânia como “sagrada”. As declarações constam de uma carta enviada ao presidente russo e divulgada nesta terça-feira (15) pela agência estatal norte-coreana KCNA.
“Firmemente convencido da vitória da Federação Russa na atual guerra sagrada pela defesa dos interesses de segurança do país e da justiça internacional, prometo meu apoio inabalável a você, querido amigo, e ao fraterno povo russo”, afirmou Kim, segundo a KCNA.
O norte-coreano também defendeu a ampliação da parceria entre os dois governos. “Minha vontade e a do governo da República Popular Democrática da Coreia são firmes e inequívocas no sentido de ampliar e aprofundar de maneira abrangente o trabalho conjunto”, declarou.
A mensagem ocorre em meio ao aprofundamento da participação norte-coreana no esforço militar russo. Pyongyang se tornou um dos principais aliados de Moscou desde o início da invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, com o fornecimento de armamentos e, posteriormente, de soldados.
Militares norte-coreanos na guerra
Entre 2024 e 2025, cerca de 14 mil militares norte-coreanos foram enviados para apoiar as forças russas. A Coreia do Sul estimou que aproximadamente 2 mil soldados da Coreia do Norte morreram no conflito no ano passado. Avaliações posteriores apontaram para cerca de 6 mil norte-coreanos mortos ou feridos.
A participação pode aumentar. Autoridades ucranianas estimam que Pyongyang tenha condições de enviar até 50 mil novos soldados para a Rússia, embora não haja confirmação de que uma mobilização dessa dimensão tenha sido decidida.
A aproximação entre Kim e Putin também envolve interesses que ultrapassam o campo de batalha. Analistas apontam que a Coreia do Norte recebe benefícios econômicos e acesso a tecnologia militar russa em contrapartida ao apoio fornecido a Moscou.
A guerra começou em fevereiro de 2022 e já ultrapassou quatro anos e meio. A carta divulgada nesta terça reforça que, enquanto o conflito prossegue, Kim pretende manter a Coreia do Norte ao lado da Rússia e ampliar a cooperação entre os dois países.
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