Para Haddad, patamar de câmbio deve se acomodar e alta do dólar tende a se reverter
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o patamar do câmbio deve se acomodar à medida que os processos de decisão sobre gastos do governo forem concluídos e a alta do dólar tende a se reverter. “Creio que vai acomodar, porque na hora que esse processo se desdobrar, isso tende a reverter (alta do dólar)”, disse a jornalistas ao deixar a sede da Pasta na noite desta segunda-feira (dia 1º). As declarações vieram na esteira de um dia difícil no mercado, quando tanto o dólar como as taxas futuras renovaram máximas, respondendo a um cenário de mais cautela no exterior e de piora em relação ao risco fiscal. O dólar à vista encerrou o pregão desta segunda-feira (dia 1º) em alta de 1,16%, cotado a R$ 5,6533, no maior valor de fechamento desde 10 de janeiro de 2022 (R$ 5,6743). Questionado sobre a necessidade de intervenção no câmbio, Haddad frisou que essa é uma atribuição da autoridade monetária, e não da Fazenda. “Eles lá é que sabem quando e como fazer, é um assunto que cabe a eles decidir. Sempre é possível (intervir no câmbio), porque está na governança do Banco Central agir quando necessário. Se vai ser necessário ou não, compete à diretoria do BC julgar”, declarou.
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As declarações do ministro sinalizam uma mudança na forma de comunicação do governo, algo que foi detectado por ele mesmo como uma das razões para a escalada do dólar. “Apesar da desvalorização ter acontecido no mundo todo, de uma maneira geral, aqui aconteceu uma coisa que foi maior do que nos nossos pares. Atribuí isso a muitos ruídos. Eu já falei isso no Conselhão, precisamos comunicar melhor os resultados econômicos que o país está atingindo”, afirmou. Haddad afirmou que a mudança de comunicação inclui a avaliação do governo em relação ao recém-encerrado primeiro semestre. Ele destacou que a arrecadação do mês de junho ficou acima do esperado pela Receita Federal, por exemplo, e que está otimista em relação aos demais resultados, apesar de reveses sofridos pelo governo, como a manutenção da desoneração da folha de pagamento, ou os impactos da tragédia no Rio Grande do Sul sobre a economia e as contas da União.
Publicado por Carolina Ferreira
*Com informações do Estadão Conteúdo
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