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Ministério Público da Espanha pede prisão do técnico Ancelotti por suposta evasão fiscal

Italiano pode pegar quatro anos e nove meses; segundo a justiça madrilena, ele declarou seus rendimentos como técnico do Real Madrid em 2014 e 2015, mas não os procedentes de direitos de imagem e outras fontes

Sarah Américo

O Ministério Público da Espanha anunciou nesta quarta-feira, 6, que vai pedir quatro anos e nove meses de prisão para o técnico do Real Madrid, o italiano Carlo Ancelotti, que deverá ser julgado em breve por suposta fraude fiscal. Em comunicado, o MP de Madri declarou que “solicita quatro anos e nove meses de prisão” para o treinador, acusado de ter fraudado o Tesouro espanhol em mais de um milhão de euros (5,3 milhões de reais na cotação atual) entre 2014 e 2015, ao não declarar seus rendimentos de direitos de imagem.

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Em julho do ano passado, a Justiça madrilena já havia anunciado que levaria o treinador a julgamento, após três anos de investigação. No entanto, o processo ainda não tem data marcada, informou o Ministério Público. Segundo esta o MP e a administração fiscal, o treinador italiano declarou seus rendimentos como técnico do Real Madrid em 2014 e 2015, mas não os procedentes de direitos de imagem e outras fontes, como imobiliário. “Apesar de ele próprio ter afirmado a sua condição de residente em Espanha para efeitos fiscais e de ter refletido que seu domicílio era em Madri, apenas registrou em suas declarações fiscais as remunerações pessoais de trabalho recebidas do Real Madrid”, explica o MP em nota.

Segundo o órgão, esta omissão foi voluntária, uma vez que Ancelotti recorreu a uma rede “complexa” e “confusa” de empresas “para canalizar a cobrança de direitos de imagem”, ressalta o comunicado. Desta forma, “simulou” a cessão de seus direitos de imagem para entidades “sem atividade real” com sede fora de Espanha, “buscando assim a opacidade face ao Tesouro Público espanhol”, acrescenta. Carlo Ancelotti teve sua primeira passagem como treinador do Real Madrid entre 2013 e 2015, antes de retornar em 2021.

*Com informações da AFP

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