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Thiago Uberreich

Eliminação brasileira na Copa de 1986 foi uma das mais dramáticas da história

A derrota para a França, nos pênaltis, vai completar 40 anos em 2026

Thiago Uberreich

O jogador Sócrates (e) perde pênalti durante partida entre Brasil e França, válida pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de Futebol de 86, realizada em Guadalajara, México
Copa do Mundo de 1986 México, Guadalajara, Jalisco, 21/06/1986. O jogador Sócrates (e) perde pênalti durante partida entre Brasil e França, válida pelas quartas-de-final da Copa do Mundo de Futebol de 86, realizada em Guadalajara, México. A partida terminou empatada em 1 a 1 e o Brazil acabou eliminado após perder nas cobranças de pênalti por 4 a 3. (AP Photo/DiBaia) - Crédito:DIBAIA/ASSOCIATED PRESS/AE/Código imagem:150197

Será que existe azar no futebol? Se você fizer essa pergunta a qualquer torcedor que assistiu ao duelo entre Brasil e França, pelas quartas de final da Copa de 1986, em Guadalajara, no México, responderia com um sonoro SIM! A partida foi histórica. Os lances dramáticos estão até hoje na lembrança dos brasileiros, como o pênalti perdido por Zico, durante a partida, e a disputa nas penalidades, depois da prorrogação.

O começo do jogo foi empolgante. Careca abriu o placar aos 17 minutos, após uma troca de passes com Júnior e Müller. O bom goleiro Joel Bats não teve chances de defesa. Aos 41 minutos, Platini quebrou a invencibilidade de Carlos ao aproveitar uma sobra de bola, depois de uma falha da zaga brasileira. No segundo tempo, Zico entrou no lugar de Müller. Aos 29 minutos, ele deu um passe magistral, e Branco foi derrubado pelo goleiro Bats. O árbitro marcou pênalti. O “Galinho de Quintino” bateu, mas o goleiro defendeu. Ainda no tempo normal, o Brasil chutou duas bolas na trave.

A prorrogação foi dramática. As duas seleções perderam chances de gol. Na decisão por pênaltis, mais drama. Sócrates bateu de forma displicente, tomou pouca distância, e Bats pegou. Platini chutou para o alto e a bola foi para fora. Na terceira cobrança da França, Bruno Bellone chutou na trave esquerda do Brasil. Caprichosamente a bola bateu nas costas de Carlos e entrou. Júlio César mandou uma bomba, mas na trave direita de Bats. Luis Fernandez marcou para a França e garantiu a classificação: 4 a 3 nos pênaltis (converteram: Alemão, Zico, Branco, Stopyra, Amoros, Fernandez e Bellone).

BRASIL 1 × 1 FRANÇA (pênaltis: 3×4) – Guadalajara – 21.06.86

Brasil: Carlos, Josimar, Júlio César, Edinho, Branco, Alemão, Elzo, Júnior (Silas), Sócrates, Müller (Zico) e Careca.
Técnico: Telê Santana
França: Bats; Battiston, Amoros, Bossis e Tusseau; Giresse (Ferreri), Tigana, Platini e Fernandez; Stopyra e Rocheteau (Bellone).
Técnico: Henri Michel
Árbitro: Ioan Igna (Romênia)
Gols: Careca (17) e Platini (41) no primeiro tempo.

No dia seguinte, a Folha de S.Paulo destacou: “Brasil cai no melhor jogo da Copa. A sorte que havia acompanhado a seleção do Brasil do início do Mundial até o jogo contra a Polônia, mudou de lado. O jogo de ontem, o melhor da Copa até agora, manda o Brasil de volta para a casa. E encerra a geração do futebol brasileiro que se revelou na Copa de 78. E marca o final de carreira de duas estrelas: o técnico Telê Santana e o craque Falcão. Telê disse que essa foi sua última partida como técnico”.

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Pelo bem do futebol, Telê não penduraria as chuteiras. Ele comprovou que não era pé frio e foi bicampeão mundial pelo São Paulo em 1992 e 1993. Ouça mais detalhes sobre a participação brasileira na Copa de 1986, no México.

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