Derrite classifica críticas de Haddad e do PT como ‘narrativa eleitoral desonesta’
O deputado federal e relator do PL Antifacção, Guilherme Derrite (PP-SP), reagiu às críticas disparadas pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e por membros do Partido dos Trabalhadores (PT). Em resposta às acusações de que seu relatório prejudicaria a inteligência policial e o combate às organizações criminosas, Derrite afirmou que o governo federal está construindo uma “narrativa eleitoral desonesta”.
O embate, que ganhou novos capítulos nesta semana, gira em torno das propostas de endurecimento penal contra facções criminosas. Haddad havia declarado publicamente que Derrite “não é uma pessoa versada em investigação e inteligência” e sustentou que o texto proposto pelo deputado “asfixiaria” a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, colocando em risco grandes operações contra a lavagem de dinheiro.
Derrite, que se licenciou do cargo de Secretário de Segurança Pública de São Paulo para relatar a matéria na Câmara, refutou a tese de que seu projeto retira poderes dos órgãos federais. Segundo ele, a acusação de enfraquecimento institucional é uma estratégia política deliberada do PT para confundir a opinião pública e desgastar a imagem da oposição visando disputas eleitorais futuras.
Para o parlamentar, o objetivo do PL Antifacção é justamente o oposto: dar mais ferramentas jurídicas para as polícias estaduais e federais, endurecendo penas e tipificando condutas que hoje permitem a impunidade de líderes de facções. Derrite argumenta que a insistência do governo em focar na suposta “falta de conhecimento técnico” do relator é uma manobra para não debater o mérito do endurecimento das leis.
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Pontos de divergência
A polêmica central reside na interpretação do texto substitutivo apresentado por Derrite.
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Visão do Governo (Haddad/PT): Alega que o projeto impõe burocracias que dificultam a atuação independente da PF e da Receita, favorecendo indiretamente o “andar de cima” do crime organizado;
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Visão do Relator (Derrite): Defende que o texto integra as forças de segurança e classifica as críticas como uma “mentira” criada para encobrir a ineficiência do governo federal na segurança pública;
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