Diretor da Galvão Engenharia admite que pagou propina a esquema da Petrobras
São Paulo, 18 nov (EFE).- O diretor de Óleo e Gás da construtora Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, admitiu que pagou propinas ao esquema da Petrobras, mas garantiu ter agido sob extorsão, segundo afirmou nesta terça-feira seu advogado.
O executivo, um dos 23 detidos na semana passada durante a Operação Lava Jato, disse ontem em depoimento à Polícia Federal que pagou propina por pedido do ex-deputado do PP, José Janene, falecido em 2010.
De acordo com o advogado Pedro Henrique Xavier, responsável pela defesa do executivo, Fonseca afirmou à polícia que Janene ameaçou prejudicar os contratos da construtora se não pagasse os subornos.
Após a morte de Janene, o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Youssef assumiram a dianteira das negociações, de acordo com Fonseca.
Apesar de reconhecer os subornos, o diretor da Galvão Engenharia negou a existência de um cartel formado por empreiteiras e garantiu que não fez pagamentos para ganhar contratos, apenas para garantir os recebimentos de obras já concluídas.
Além disso, Fonseca assegurou estar disposto a fazer uma acareação com Paulo Roberto Costa e Youssef. EFE
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