EUA nomeiam encarregado de direitos da comunidade LGBT no mundo

  • Por Agencia EFE
  • 23/02/2015 17h51

Washington, 23 fev (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, nomeou nesta segunda-feira o primeiro enviado especial americano para os direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT), um cargo que considerou necessário dado que mais de 75 países ainda criminalizam as relações homossexuais.

O novo cargo será ocupado por Randy Berry, ex-cônsul geral dos Estados Unidos em Amsterdã (Holanda), com experiência em vários países da África e Ásia e quem tem “uma voz clara e convencida quanto aos direitos humanos”, indicou Kerry em comunicado.

O papel deste enviado especial será o de “impulsionar os esforços que já estão em curso para avançar rumo a um mundo livre de violência e de discriminação contra a comunidade LGBT”, acrescentou.

“Frequentemente, em muitos países, os membros da comunidade LGBT são ameaçados, presos e perseguidos devido a quem são ou a quem amam”, comentou o titular das Relações Exteriores americano.

“Muitos governos propuseram ou aprovaram leis que buscam restringir a liberdade de expressão, associação, religião e protesto pacífico; e mais de 75 países ainda criminalizam a atividade pactuada entre pessoas do mesmo sexo”, completou.

No entanto, Kerry lembrou que, ao mesmo tempo, “e frequentemente” com ajuda dos Estados Unidos, os governos e instituições de outros países estão “dando passos para reafirmar os direitos humanos universais de todas as pessoas, sem importar sua orientação sexual ou identidade de gênero”.

“Embora ainda não tenhamos vencido esta luta, este não é momento para desanimar. É momento de seguir ativos. É hora de defender a igualdade e dignidade de todas as pessoas, sem importar sua orientação sexual ou identidade de gênero”, declarou Kerry.

O governo do presidente Barack Obama foi especialmente ativo na defesa dos direitos dos homossexuais, dado que o atual líder é o primeiro da história dos Estados Unidos que expressou publicamente seu apoio à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo.

No plano exterior, essa posição lhe valeu desencontros com países como a Rússia, onde há várias medidas em vigor que castigam a propaganda homossexual e que foram reiteradamente criticadas pelos Estados Unidos. EFE