Garimpeiros presos em mina em Honduras estão a 80 metros de profundidade

  • Por Agencia EFE
  • 03/07/2014 02h34

(Atualiza com novos dados).

Tegucigalpa, 2 jul (EFE).- O grupo de 11 garimpeiros que ficou preso nesta quarta-feira em uma mina artesanal no sul de Honduras pode estar a cerca de 80 metros de profundidade, informou o porta-voz do Corpo de Bombeiros em Tegucigalpa, Oscar Triminio.

Triminio disse à agência Efe que as 11 pessoas buscavam ouro em uma antiga mina abandonada no setor de San Juan Arriba, no município de El Corpus, no departamento (estado) de Choluteca.

Não se trata de uma mina de uma empresa nacional, nem estrangeira, mas de uma artesanal que foi aberta “sem normas de segurança” em uma zona geológica “instável, propensa a deslizamentos e colapsos”, explicou o porta-voz.

“São terrenos abertos e as pessoas se organizam em grupos para buscar ouro. O deslizamento foi em uma entrada vertical, a cerca de 80 metros de profundidade”, acrescentou.

Até agora, a comunicação foi estabelecida com poucas pessoas e “através de gritos”. O estado físico dos garimpeiros ainda é desconhecido, afirmou a mesma fonte, enquanto outro informante dos Bombeiros na cidade de Choluteca disse aos jornalistas que houve contato com três garimpeiros.

Segundo Triminio, “há pouco oxigênio” no interior da mina e por causa da instabilidade do terreno “não é possível o uso de máquinas pesadas”.

“Pode haver um colapso total e corre-se o risco de que as pessoas morram. Os trabalhos de resgate que estão sendo feitos são lentos e difíceis”.

Equipes de resgate de cidades próximas, como Nacaóme e San Lorenzo, se dirigiram esta noite para o local do acidente, enquanto outras chegarão da capital Tegucigalpa, disse o porta-voz dos Bombeiros.

No sul de Honduras há várias minas artesanais e muitas pessoas fazem buscas por ouro nelas. Em algumas ocasiões ocorrem deslizamentos nas minas, como o que aconteceu recentemente no setor de San Marcos de Colón, também em Choluteca, no qual morreram três pessoas e outras três ficaram feridas, de acordo com Triminio. EFE