López diz que justiça venezuelana se escondeu após adiamento de julgamento
Caracas, 8 mai (EFE).- O dirigente opositor venezuelano Leopoldo López, preso desde 18 de fevereiro acusado de envolvimento em incidentes violentos após uma manifestação em Caracas, afirmou nesta quinta-feira que a justiça de seu país “se escondeu”, depois que uma audiência preliminar fixada inicialmente para hoje foi adiada.
“Hoje a justiça injusta se escondeu. Do que eles têm medo? Da verdade?…”, disse López em mensagem através do Twitter, horas depois que seus advogados informaram que a audiência tinha sido adiada.
O advogado Bernardo Pulido, membro da equipe de defesa de López, confirmou à Agência Efe que a audiência na qual um Tribunal de Caracas devia opinar se a causa contra López será elevada a julgamento oral foi suspensa porque hoje “não tem expediente”, não tem atividade.
Pulido confirmou que apesar do tribunal não ter escritório, López foi trasladado desde a prisão militar de Ramo Verde, aos arredores de Caracas, e quando foi confirma que o tribunal não funcionaria hoje, foi enviado de novo ao local de reclusão.
Uma mensagem na rede social diz que “Leopoldo, antes de ser trasladado novamente a Ramo Verde, pôde falar umas breves palavras”.
“… Sabem que devo ficar em liberdade. Espero que não diferenciem a liberdade de Simonovis. Deve sair já! É justiça, ele não está bem de saúde”, acrescentou em outra mensagem para se referir ao comissário Ivan Simonovis preso há 9 anos.
O comissário foi condenado a 30 anos de prisão por dois dos 19 assassinatos registrados em 11 de abril de 2002, durante o fracassado golpe de Estado contra Hugo Chávez.
A oposição pede uma medida humanitária devido à deterioração de seu estado de saúde, e o governo já aceitou formar uma junta médica para avaliar o estado de Simonovis. EFE
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