Mundo se mostra contrário ao terrorismo e solidário a França

  • Por Agencia EFE
  • 11/01/2015 20h10
  • BlueSky

Redação Central, 11 jan (EFE).- Milhares de pessoas se concentraram neste domingo em cidades de todo o mundo para dar voz a uma mensagem contra o terrorismo, em paralelo a grande manifestação que percorreu o centro de Paris após os atentados desta semana.

Embora as principais manifestações tenham acontecido na Europa, houve atos de repúdio ao terror e a favor da liberdade de expressão em países do Oriente Médio e da América.

Uma das maiores manifestações europeias foi a de Berlim, onde 18 mil pessoas, segundo números policiais, se concentraram perante a embaixada da França, junto à Portão de Brandemburgo, para expressar solidariedade às vítimas e contra o terrorismo e a islamofobia.

O público levou cartazes com a frase “Je suis Charlie”, símbolo da rejeição contra os ataques à liberdade de imprensa após o atentado a revista satírica “Charlie Hebdo”, e colocou flores e velas acesas no local em memória das 17 vítimas dos ataques.

Em Londres, centenas de pessoas se reuniram na Trafalgar Squere, com a presença do vice-primeiro-ministro britânico, Nick Clegg. As fontes do chafariz se tingiram com as cores da bandeira francesa e flores e canetas foram depositadas em memória das vítimas. Como gesto de solidariedade, vários monumentos e lugares emblemáticos da cidade projetaram ao cair da noite a bandeira da França.

Em Bruxelas 20 mil pessoas, segundo a polícia, marcharam pelo centro da cidade com um cartaz com o lema “Juntos contra o ódio”, em francês e em flamenco. Outros, em alusão ao ataque de quarta-feira contra “Charlie Hebdo”, onde 12 pessoas morreram, exibiram lápis e cartazes com frases como “Eu sou Charlie” e “Liberdade de expressão”.

A Comissão Europeia esteve representada nesta marcha cidadã com vários de seus comissários, da mesma forma que nas grandes manifestações da França, onde mais de 3,7 milhões de pessoas expressaram sua repulsa.

Em Viena 12 mil pessoas responderam a convocação do governo e das comunidades religiosas, em repulsa aos ataques de Paris sob o lema “Juntos contra o terrorismo”. O presidente da Áustria, Heinz Fischer, o chanceler do país, Werner Faymann, e representantes de todas as comunidades religiosas participaram de uma concentração repleta de cartazes com a inscrição “Je suis Charlie” e mensagens como “Pela paz e pela tolerância”. Durante o ato, o coro da Ópera Estatal de Viena interpretou várias peças e passagens literárias de inspiração pacifista e europeísta.

Na Itália, depois das concentrações dos últimos dias em Roma e Milão, hoje o ato de demonstração contra o terrorismo foi em Brescia, onde cerca de mil pessoas prestaram solidariedade com o povo francês, e um gigantesco livro foi instalado para o público escrevesse mensagens de apoio.

Em várias cidades da Espanha, cidadãos muçulmanos, franceses, judeus e espanhóis lembraram às vítimas dos atentados de Paris e mostraram sua repulsa ao terrorismo.

None

Em Madri, centenas de pessoas, entre elas muitos muçulmanos, se concentraram na emblemática Porta do Sol e na Praça de Atocha, nesta última em frente ao monumento às vítimas dos atentados jihadistas de março de 2004, nos quais 191 pessoas morreram em ataques simultâneos a quatro trens.

Em Estocolmo houve uma manifestação convocada pela organização Repórteres Sem Fronteiras e pela organização de Desenhistas Suecos, em homenagem às vítimas dos ataques, entre eles seus colegas de “Charlie Hebdo”.

No Oriente Médio, em Jerusalém, onde acontecerão os enterros das quatro vítimas judias do ataque ao supermercado kosher em Paris, aconteceu um ato de solidariedade liderado pelo prefeito da cidade, Nir Barkat, na qual os participantes levavam cartazes com a frase “Israel é Charlie”.

Em Beirute, centenas de pessoas se juntaram em repulsa a esses atentados e em defesa da liberdade de expressão, levantando lápis em lembrança aos cartunistas da “Charlie Hebdo” e gritando frases como “Sou Charlie”, “Sim à liberdade”, “Islã contra terrorismo” e “Não temos medo”.

As demonstrações de apoio cruzaram o oceano Atlântico e chegaram ao continente americano.

Em Buenos Aires, franceses e argentinos condenaram os ataques na porta da embaixada francesa. Amanhã, o Museu do Humor prestará uma homenagem às vítimas de “Charlie Hebdo” no qual participarão, entre outros, cartunistas como Quino, Sendra e Hermenegildo Sábat.

Na Venezuela, cerca de 200 venezuelanos e franceses residentes no país se concentraram NA frente à embaixada da França em Caracas com cartazes com os lemas, em francês e espanhol, “A liberdade de expressão é invencível” e “Eu sou Charlie”.

O México também registrou atos de solidariedade. Aproximadamente, 200 pessoas, a maioria franceses radicados no México, saíram hoje às ruas de Guadalajara, segunda cidade mais importante do país, para se manifestarem contra o terrorismo e os ataques à “Charlie Hebdo”.

As vítimas dos ataques da França também foram lembradas pelo arcebispo da Cidade do México, cardeal Norberto Rivera, durante uma missa na catedral da capital mexicana.

Em cidades do Canadá, como Montreal, Ottawa, Toronto, Vancouver e Québec milhares de pessoas homenagearam às vítimas e repudiaram os ataques. EFE

int/cdr

  • BlueSky

Comentários

Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.