Noite de tensão em Potosí por causa de blecaute e ameaça de camponeses

  • Por Agencia EFE
  • 25/07/2015 14h19
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La Paz, 25 jul (EFE).- A cidade de Potosí, na Bolívia, teve uma noite de tensão por causa de um blecaute de luz e o temor de um possível cerco de camponeses leais ao presidente Evo Morales, que querem forçar o fim da greve na província, que completa neste sábado 20 dias, que reivindica projetos de desenvolvimento regional.

O presidente do Comitê Cívico Potosinista (Comcipo), Johnny Llally, disse hoje em La Paz que a capital potosina sofreu um blecaute perto da meia-noite que, acusou, foi produto de “um atentado” contra um poste da rede elétrica.

O blecaute deixou parte da cidade de Potosí as escuras, o que provocou uma mobilização de milhares de pessoas diante dos insistentes rumores de que estaria começando um cerco à cidade, ameaça feitas esta semana pelos sindicatos camponeses fiéis a Morales.

“O povo se levantou, foi para os bares nas ruas e às guaritas. No terminal (de ônibus) havia mais de 14 mil pessoas”, declarou Llally.

“Homens e mulheres, crianças e idosos estavam nas ruas com paus para defender, para resguardar os piquetes de bloqueio, os piquetes de greve de fome”, acrescentou o dirigente.

Llally fez essas declarações em La Paz em frente ao Ministério de Governo, onde entrou minutos depois junto com vários dirigentes do protesto para se reunir com o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana.

Os dirigentes de Potosí solicitaram novamente o início do diálogo, mas mantiveram a exigência que o presidente do país, Evo Morales, assine um documento que garanta que todos os convênios alcançados com os ministros serão cumpridos.

Quintana informou à imprensa após a reunião que chegaram a um acordo, que consiste em trabalhar a partir desta tarde de forma ininterrupta para que todos os participantes da negociação poderem ser ouvidos sem exclusões.

Llally pediu formalmente que os três mineradores e um jornalista que foram detidos na quarta-feira sejam liberados. Eles foram acusados de ter participado do atos de vandalismo e de agressões à polícia durante um violento protesto em La Paz na quarta-feira.

Por ordem de uma juíza de La Paz, dois desses mineradores e o jornalista estão em uma prisão e outro trabalhador das minas está sob custódia policial em um hospital por causa das lesões sofridas. EFE

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