Otan afirma que decisão dos EUA está de acordo com os planos dos aliados
Bruxelas, 27 mai (EFE).- A Otan disse nesta terça-feira que as decisões de Washington, de manter 9,8 mil militares no Afeganistão após 2014 e fazer sua retirada completa no final de 2016, estão de acordo com os planos dos aliados.
A aliança militar “agradece a significativa contribuição dos Estados Unidos na missão aliada para o treinamento, assessoria e assistência das forças de segurança afegãs a partir de 2014”, disse a porta-voz da organização, Oana Longescu, em comunicado.
“É condizente com nossos planos e mostra o compromisso dos aliados da Otan com o Afeganistão”, acrescentou.
O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou hoje o fim da missão de combate de seu país no Afeganistão para o final deste ano. Após esse período, 9,8 mil soldados serão mantidos no país e sua presença será reduzida ao nível necessário para o trabalho de sua embaixada em 2016.
A porta-voz da Otan acrescentou que os planos da organização para a nova missão no Afeganistão continuarão na linha estipulada, e afirmou que os ministros da Defesa dos 28 países que integram a aliança “falarão sobre o fim da Isaf e os preparativos da próxima missão” em uma reunião em Bruxelas, nos dias 3 e 4 de junho.
Em 2010, os países da Otan estabeleceram em sua cúpula de Lisboa que o final de 2014 seria a data para completar a transição e a consequente saída da maior parte das tropas internacionais.
Dois anos depois, na cúpula de Chicago, os líderes estipularam a missão da Otan que começará a operar em 2015 em substituição da atual Isaf.
“Na cúpula de Chicago a Otan se comprometeu a apoiar o Afeganistão a partir de 2014 e os compromissos se mantêm”, acrescentou a porta-voz, que lembrou que já existem países aliados que expressaram sua intenção de contribuir.
Oana acrescentou que essa missão “só poderá começar se forem assinados os acordos de segurança (bilaterais entre EUA e Afeganistão e sobre o estatuto das forças aliadas) e seu marco legal entrar em vigor”.
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, que já está no fim do seu mandato, criticou duramente os Estados Unidos por suas ações contra a insurgência talibã e se negou, por enquanto, a assinar o acordo bilateral de segurança, que vai estabelecer as condições para a presença militar no país asiático após o término da missão multinacional da Isaf.
O Afeganistão ainda vai realizar, em meados de junho, o segundo turno das eleições presidenciais e os dois candidatos que concorrem para substituir Karzai já anunciaram que pretendem assinar o acordo. EFE
Comentários
Conteúdo para assinantes. Assine JP Premium.