Polícia da Austrália mata jovem jihadista que atacou dois agentes

  • Por Agencia EFE
  • 24/09/2014 00h23
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Sydney (Austrália), 24 set (EFE).- A polícia australiana matou ontem à noite um jovem na cidade de Melbourne que era acusado de terrorismo e que conseguiu esfaquear dois membros das autoridades antes de sua captura, informou nesta quarta-feira (data local) o ministro da Justiça, Michael Keenan.

“A pessoa em questão era conhecida por ser um suposto terrorista e uma pessoa de interesse das agências de reforço da lei e inteligência”, afirmou Keenan em uma breve declaração à imprensa na qual comentou que o agente que disparou contra o jovem atuou em legítima defesa.

As autoridades se negaram a dar detalhes sobre o suposto jihadista, mas a imprensa australiana já divulgou que acredita-se que é um jovem de 18 anos que tinha ameaçado o primeiro-ministro, Tony Abbott.

Segundo os meios de comunicação, o jovem teve seu passaporte confiscado recentemente para evitar que tomasse parte no conflito da Síria ou no Iraque.

Também aponta-se que a família do falecido procede do Afeganistão e estava supostamente associada ao grupo islâmico radical Al-Furqan, mas aparentemente já tinha se retirado dele.

O incidente ocorreu por volta das 19h40 locais (7h40 de Brasília) de terça-feira, quando o jovem chegou à delegacia de Endeavour Hills, no sudeste de Melbourne, para prestar depoimento como parte das investigações sobre suas supostas atividades terroristas.

Sem que se tenha revelado o motivo, o jovem atacou com uma faca dois agentes, que se encontram hospitalizados com ferimentos graves, mas em condição estável, antes de cair abatido por outro policial.

Cornelius, assistente do comissário da polícia do estado de Victoria, declarou nesta quarta-feira à imprensa que se tratava de um incidente isolado e explicou que aparentemente o jovem “não atuava em coordenação com outros indivíduos”.

Por sua parte, Bruce Giles, comandante da polícia australiana, disse que as autoridades estão investigando relatórios ainda não confirmados que indicam que o jovem levava uma bandeira do Estado Islâmico antes de receber o disparo que o matou, segundo a “ABC”.

A morte do jovem acontece uma semana depois das operações antiterroristas nas cidades de Sydney e Brisbane, e que se revelasse que os jihadistas aparentemente tentavam decapitar civis e inclusive atacar o parlamento australiano.

Segundo o governo de Canberra, 60 jihadistas australianos combatem na Síria e Iraque enquanto outros 20 militantes já retornaram ao país.

Neste mês Austrália elevou o alerta terrorista ao nível “alto” perante a ameaça de atentados em meio à ofensiva internacional contra o Estado Islâmico (EI) na Síria e no Iraque, na qual o país contribui com ajudas humanitárias e na entrega de armas. EFE

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