Pré-candidato governista da Guatemala nega doação de empresas brasileiras
Guatemala, 16 dez (EFE).- O pré-candidato à presidência do governista Partido Patriota (PP) da Guatemala Alejandro Sinibaldi Aparicio disse nesta terça-feira que “nunca” recebeu uma doação de empresas brasileiras para sua campanha política para 2015.
Sinibaldi rebateu a acusação publicação no jornal “Valor Econômico” que mostrou documentos da empresa brasileira OAS apreendidos pela Polícia Federal, onde está assinalada uma doação de US$ 1 milhão para o político guatemalteco.
De acordo com anotações escritas à mão em documentos achados em um dos escritórios do presidente da OAS, José Aldemario Pinheiro Filho, o dinheiro foi entregue em 20 cotas de US$ 50 mil ao publicitário espanhol Antonio Solá.
Solá, que seria assessor de Sinibaldi, foi um dos diretores da campanha que levou o atual presidente guatemalteco, Otto Pérez Molina, a ganhar as eleições de 2011 com o PP.
“Não tenho nenhuma vinculação com essa empresa. Este é um tema do senhor Antônio Solá. Quem tem que responder é ele. Se tivesse sido um donativo teria declarado”, afirmou o ex-ministro de Comunicações.
Sinibaldi, ex-deputado de 43 anos, explicou também que Solá não é assessor de sua campanha e ratificou que não existe relação com o publicitário espanhol e “muito menos para estarem coletando dinheiro em meu nome”.
Ele foi apresentado em 21 de setembro como pré-candidato à presidência pelo governante Partido Patriota (conservador), para as eleições gerais de 2015, diante de dez mil pessoas no Centro Histórico da Cidade da Guatemala.
“Minha proposta de governo se baseará em uma direita moderna”, assegurou naquele dia o candidato, em um evento que custou uma sanção de seis meses ao PP pelo Tribunal Supremo Eleitoral guatemalteco por ser período em que a campanha eleitoral é proibida.
Pinheiro Filho está em prisão preventiva, um dos 36 acusados pelo Ministério Público de participar da rede de corrupção, que segundo as investigações brasileiras movimentou entre 2006 e 2014 cerca de R$ 10 bilhões em contratos superfaturados da Petrobras.
Segundo o diário, nas anotações atribuídas a Pinheiro Filho e intituladas como “GUAT” aparecem junto do nome de “Alejandro Sinibaldi” as palavras “desvinculação” e “eleições Nov/2015”, em uma suposta alusão à saída do político do Ministério de Comunicações para disputar o pleito do próximo ano.
Mais abaixo, o texto continuou: “Marqueteiro Antonio Solá 20 x US$ 50.000” e depois a palavra “contingência” com uma abreviatura “Congr.” e várias números, uma sequência que, de acordo com o “Valor Econômico”, a PF interpretou como supostos subornos a congressistas guatemaltecos.
Os documentos também fazem referência a uma doação para o atual presidente da Costa Rica, Luis Guillermo Solís. EFE
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