Propostas improváveis são pautadas por alguns políticos de Brasília

  • Por Jovem Pan
  • 26/04/2016 09h57
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Vice-presidente Michel Temer em chegada ao Palácio do Planalto, em Brasília. 22/04/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino REUTERS/Ueslei Marcelino -  22/04/2016 Vice-presidente Michel Temer em chegada ao Palácio do Planalto

Há rumores, sempre circulando nos corredores do Legislativo de Brasília, sobre a possível ideia de convocar novas eleições presidenciais ainda para esse ano. O que ocorre é que muitos políticos ainda falam nessa hipótese com base, como é praxe, em seus interesses pessoais. Há aqueles que chegam ao cumulo de sugerir eleições gerais, ou seja, buscando a reformulação total de toda a bancada da Câmara e Senado eleita em 2014.

Obviamente que essa possibilidade é nula e só reflete o momento de desmoralização vivido por toda a classe política brasileira.

O extremo seria a renuncia de Dilma Rousseff e Michel Temer para colocar essa hipótese efetivamente em pauta. Seria necessário, para além da aceitação da renuncia por Dilma, que Temer e o PMDB, que estão quase com as “mãos na taça” também concordem em abrir mão da regência de um governo já moribundo.

O trâmite para a cassação da chapa é muito remota por essas e outras séries de fatores, principalmente tendo esse ano em perspectiva. Outras perspectivas dão conta de uma absurda possível revolução total do estado brasileiro sobre a égide da sociedade civil.

A bancada ligada ao agronegócio no Congresso nacional, em negociações com temer, quer que as forças armadas ajam para proteção de propriedades rurais contra invasões e reivindicações de movimentos sociais como o MST. Essa atitude de certos parlamentares reflete a máxima “para todo problema complexo, há sempre uma solução simples, quase sempre equivocada”.

Essa proposta, tal qual outras tão improváveis quanto, será colocada para Temer. O palácio do jaburu tornou-se, efetivamente, o ouvidor geral de todas as reivindicações políticas no Brasil. Esperemos para ver quais delas serão adotadas pela postura do novo governo do ainda Vice Presidente da república.

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