Protesto termina com cinco ônibus incendiados em favela no Rio

  • Por Agencia EFE
  • 28/04/2014 21h37
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Rio de Janeiro, 28 abr (EFE).- Protesto pela morte de um adolescente de 17 anos em uma operação policial no Morro do Chapadão, favela na zona norte do Rio de Janeiro, deixa cinco ônibus incendiados.

O ataque aconteceu poucas horas depois de outro grupo atear fogo a três veículos no conjunto de favelas do Complexo do Alemão também durante um protesto, desta vez pela morte no domingo de uma idosa de 72 anos durante uma troca de tiros entre policiais e traficantes.

O novo incidente aconteceu depois da morte do adolescente, baleado em uma troca de tiros entre policiais e traficantes no Morro do Chapadão.

Segundo o delegado da Polícia Civil da Pavuna, Luiz Alberto Cunha, o menor morto tinha vínculos com uma facção criminosa que opera na região. Ao lado do corpo foram encontrados uma pistola e um rádio de comunicações.

Cerca de 20 moradores e amigos da vítima negaram o vínculos e, em protesto pela violência policial, atearam fogo em cinco ônibus que passavam em uma rua próxima à favela após exigir que os ocupantes saíssem dos veículos.

Assim como o ataque da manhã de hoje contra três veículos particulares, o novo incidente não deixou vítimas nem feridos, mas se soma à série de atos violentos registrados nos últimos dias no Rio de Janeiro, sede da final da Copa do Mundo, que começa dia 12 de junho.

O protesto pela morte da idosa aconteceu no Complexo do Alemão, um conjunto de favelas que era considerado um dos principais fortes do narcotráfico no Rio até que em 2010 foi beneficiado com a instalação de unidades da Polícia Pacificadora.

Desde a instalação das UPPs em diferentes favelas, os índices de criminalidade caíram significativamente, mas os quartéis policiais se transformaram em alvo de ataques de traficantes que, segundo fontes oficiais, tentam recuperar o terreno perdido.

Nas últimas semanas foram registrados vários ataques a viaturas e incêndios de ônibus em favelas que foram beneficiadas pelo chamado processo de “pacificação”.

Na terça-feira o dançarino DG morreu em uma operação policial no Pavão-Pavãozinho, favela que fica em Copacabana, e que tem uma Unidade de Polícia Pacificadora desde 2010.

A morte do dançarino desencadeou fortes protestos que geraram pânico em Copacabana na semana passada. EFE

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