Riad acusa houthis de bombardear civis em campo de deslocados
Riad, 1 abr (EFE).- A Arábia Saudita, que lidera a coalizão árabe que luta contra os houthis no Iêmen, acusou nesta quarta-feira os rebeldes xiitas de bombardear um campo de deslocados no noroeste do país na segunda-feira, ataque no qual morreram pelo menos 40 civis.
O porta-voz da coalizão árabe -que batizou a operação no Iêmen como Tempestade da Firmeza-, a brigada Ahmed Asiri, negou que as forças árabes bombarderam esse campo, como denunciou na segunda-feira passada o Ministério da Defesa dos houthis.
A brigada acusou diretamente os rebeldes xiitas do Iêmen de cometer esse ataque e assegurou que “foi gente dos houthis e não da coalizão” que lançaram projéteis contra o acampamento de Al Mazraq, na província de Haja, vizinha de Saada, reduto dos rebeldes.
O porta-voz também culpou os houthis pelo ataque de ontem à noite à fábrica de produtos lácteos da cidade de Al Hudeida, no oeste do Iêmen, no qual morreram pelo menos 37 pessoas e outras 80 ficaram feridas.
Além disso, o porta-voz advertiu às tropas iemenitas que apoiam os houthis em sua luta contra as milícias leais ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi que a coalizão “não os marcou como alvo” e pediu que “não cooperem” com os rebeldes e nem com as milícias leais ao ex-presidente Ali Abdullah Saleh.
Além disso, ressaltou que a coalizão “não dirige seus ataques” contra zonas residenciais das cidades, como denunciaram os houthis em reiteradas ocasiões.
Os cruzamentos de acusações são um elemento comum na guerra propagandística entre ambas as partes deste conflito, já que os houthis denunciaram ataques da coalizão a zonas residenciais, enquanto o porta-voz saudita culpa os rebeldes xiitas de “se refugiar” entre os civis.
Na quinta-feira passada, uma coalizão de países árabes com a Arábia Saudita à frente lançou uma ofensiva aérea contra o movimento xiita para tentar frear seu avanço rumo à cidade meridional de Áden.
No entanto, os houthis conseguiram hoje entrar com armas pesadas dentro dessa cidade, que foi o refúgio do presidente Hadi, que atualmente está em Riad. EFE
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