Sangue jovem combate efeitos da idade em cérebro de ratos, aponta estudo

  • Por Agencia EFE
  • 04/05/2014 22h59

Londres, 4 mai (EFE).- O sangue jovem pode reduzir os efeitos da idade no cérebro dos ratos velhos, como a incapacidade de aprendizado, a memória e as funções neuronais, segundo um estudo publicado neste domingo pela revista “Nature”.

Uma equipe de cientistas liderada por Tony Wyss-Coray, da Universidade de Stanford (EUA), descobriu que a injeção repetida de sangue de um rato jovem de 3 meses de idade em um de 18 meses pode melhorar suas aptidões na aprendizagem e na memória.

De acordo com o estudo, o sangue de um rato jovem combate a “degeneração progressiva da função cognitiva e as alterações na estrutura cerebral” que os ratos envelhecidos sofrem e que está associada à idade.

Os pesquisadores aqueceram o sangue jovem antes de injetá-la nos ratos maiores com objetivo de alterar sua estrutura de proteínas, o que permitiu frear os efeitos prejudiciais da idade no nível estrutural, molecular e funcional de seu cérebro.

Essa melhora se produz em parte pela ativação de uma proteína no hipocampo, uma parte do cérebro importante para a memória, explicam os cientistas em suas conclusões.

Estudos anteriores demonstraram que os fatores transmitidos pelo sangue dos ratos envelhecidos podiam prejudicar à função cognitiva dos mais jovens, enquanto o grau de influência do sangue dos jovens nos maiores ainda não tinha sido argumentada.

“Nossos dados indicam que a exposição de ratos envelhecidos a sangue jovem no final de sua vida é capaz de rejuvenescer sua plasticidade sináptica e melhorar suas funções cognitivas”, afirmou Wyss-Coray.

Para combater os efeitos da idade, o estudo propõe duas estratégias: introduzir fatores do sangue de ratos jovens em ratos envelhecidos para investir as deficiências cerebrais próprias da idade e anular os fatores que fomentam o envelhecimento para resistir essas deficiências.

“Ambas as estratégias não se excluem uma da outra, embora sejam necessárias mais pesquisas para conseguir uma estratégia bem-sucedida para combater os efeitos da idade”, assinalou o autor, que advertiu que fará mais estudos antes de aplicar seus resultados em humanos. EFE