Sarkozy propõe a criação de centros de “desradicalização” para jihadistas
Paris, 21 jan (EFE).- O ex-presidente da França e líder do partido conservador União por um Movimento Popular (UMP), Nicolas Sarkozy, propôs nesta quarta-feira a criação de centros de “desradicalização” para garantir que os jihadistas que tenham completado sua pena estejam preparados para viver em sociedade.
O ingresso nesse tipo de centros aconteceria ao término de sua estadia na prisão, segundo indicou Sarkozy em entrevista concedida ao canal de televisão “France 2”, onde apostou também na retirada da nacionalidade francesa àqueles terroristas com dupla nacionalidade.
O ex-chefe de Estado defendeu também o encarceramento ou a expulsão do país dos imames que incitem ao jihadismo ou participem de atos terroristas, e ressaltou que o islã “deve fazer um esforço para integrar-se”.
“Queremos um islã da França e não um islã na França”, declarou Sarkozy, para quem o clima de união nacional demonstrado após os recentes atentados que deixaram 17 vítimas mortais “não quer dizer que não se possam fazer propostas”.
O ex-presidente (2007-2012) sustentou que nos últimos dois anos o número de jihadistas na França passou “de alguns até centenas” e pediu à classe política “estar à altura deste desafio considerável e da complexidade da resposta”.
O primeiro-ministro, Manuel Valls, tinha anunciado hoje que nos os próximos três anos haverá 2.680 novos empregos nos diversos serviços que lutam contra o terrorismo e que “a primeira urgência” será “reforçar os meios humanos e técnicos” dos serviços secretos, que terão 1.400 agentes suplementares.
Por sua vez, Sarkozy disse estar “consternado” pelo fato de que Valls tenha afirmado que no país há um “apartheid social, territorial e étnico”, e qualificou de erro utilizar esse termo para descrever a situação. EFE
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