Kátia Abreu defende estabilidade como ‘garantia de um serviço público eficiente’

Possível relatora da reforma administrativa do Senado, a parlamentar considera que o problema é o ‘tratamento igual para desiguais’

  • Por Jovem Pan
  • 22/02/2021 10h14 - Atualizado em 22/02/2021 10h25
DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDOKátia Abreu defendeu a correção de distorções e a valorização dos trabalhadores que "estão na ponta" e garantem o funcionamento do serviço público no Brasil

Eficiência do Estado Brasileiro e os privilégios do serviço público devem ser os primeiros temas discutidos na proposta de reforma administrativa. A avaliação é da senadora Kátia Abreu (PP-TO). Em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta segunda-feira, 22, a parlamentar garantiu que não há resistência dos atuais servidores quanto a possíveis mudanças, ressaltando o longo diálogo com a classe ao longo de 2020. Segundo a senadora, que defende a manutenção da estabilidade dos cargos, é necessário conversar e foco principal nos servidores. “Não vamos tratar, pelo menos na nossa Frente, mas o Congresso que vai decidir, da estabilidade do servidor. A estabilidade do servidor para nós não é um problema, o mundo inteiro tem estabilidade, é uma forma de proteger o Estado, de proteger o contribuinte e aquele que recebe o serviço público, que não vai ficar à merce das vontades e dos desejos políticos de uma minoria. Então o servidor público estando com estabilidade garantida é garantia para nós que teremos um serviço público eficiente. O problema são as injustiças, o tratamento igual para desiguais.”

Cotada para assumir a relatoria da reforma administrativa no Senado Federal, Kátia Abreu defendeu a correção de distorções e a valorização dos trabalhadores que “estão na ponta” e garantem o funcionamento do serviço público no Brasil. Segunda ela, o “grande elefante branco” do país, que se tornou o serviço público, não é resultado de uma culpa do servidor, mas sim do poder público que “perdeu as rédeas do serviço público” no Brasil. “Temos características importantes, uma desigualdade enorme no serviço público, em que a grande maioria ganha muito pouco, tanto que a reclamação nos estados é que gastam muito com folha e todos estão insatisfeitos. Tem um exército de servidores públicos na ponta que ganha pouco e um grupo pequeno que ganha muito, essa distorção precisa ser corrigida, porque quem está na ponta, que é da segurança pública, o enfermeiro técnico auxiliar, professor, é que está lutando para levar o serviço público para a população”, avaliou. Para diminuir essa condição desproporcional, a senadora defende o retorno modernizado do DASP, Departamento Administrativo do Serviço Público, que, segundo ela, funcionará como um “grande RH”. “Órgão que precisa ser modernizado se for instalado, que fará a gestão de pessoas, o grande RH que retornará a nação fazer de forma transparente e imparcial o cuidado do servidor público, sem nenhum foco em injustiça e perseguição. São pontos importantes que gostaríamos de destacar, foco no servidor, preservando direitos e retirando privilégios. E a valorização do servidor público.”