CNI diz ser inaceitável aprovar reforma do Imposto de Renda com novas alterações

Com a versão atual do relatório, o imposto total cobrado sobre o lucro será de de 40,4% contra os atuais 34%

  • Por Jovem Pan
  • 17/08/2021 10h17
Cleia Viana/Câmara dos Deputados Deputado Celso Sabino fala em audiência na Câmara Relator do texto, deputado Celso Sabino defende que pela "primeira vez em 40 ano serão reduzidos os impostos no Brasil"

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirma que o texto da proposta na reforma do Imposto de Renda (IR) vai elevar a tributação sobre investimentos para compensar desonerações, considerando inaceitável a aprovação da matéria. A versão atual do relatório, o imposto total cobrado sobre o lucro será de de 40,4% contra os 34%. Segundo Mário Sérgio Carraro Telles, gerente de política econômicas da CNI, na melhor das hipóteses a cobrança será de 39,2%. “O principal motivo é o aumento da tributação sobre os investimentos produtivos. Ou seja, sobre o resultado dos investimentos produtivos, que é o lucro. Isso representa um desestímulo novos aportes de recursos, a novos investimentos. Os empresários vão ser mais tributados, o que faz com que o retorno dos investimentos seja menor”, afirma.

Mário Sérgio também aponta que a revogação dos juros sobre capital próprio será um incentivo para as empresas se endividarem. Por meio das redes sociais, o relator do texto, deputado federal Celso Sabino, afirmou que pela “primeira vez em 40 ano serão reduzidos os impostos no Brasil e depois de 25 anos serão cobradas rendas de pessoas que recebem altos dividendos”. A expectativa é que a matéria seja votada nesta terça-feira, 17, no plenário da Câmara dos Deputados.

*Com informações do repórter João Rocha