Fatiamento da reforma tributária deve facilitar aprovação, diz Oriovisto Guimarães

Para o senador, com uma proposta ‘simples e didática’, governo precisa convencer parlamentares, empresários e todo o povo brasileiro sobre as mudanças

  • Por Jovem Pan
  • 05/05/2021 08h24 - Atualizado em 05/05/2021 10h05
Marcos Oliveira/Agência SenadoO senador defende uma proposta de reforma mais simples e coordenada pela pasta da Economia

O senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR) considera que a proposta de “fatiar” a reforma tributária pode facilitar a aprovação da proposta no Congresso Nacional. “A ideia de se fazer por partes facilita, é um número menor de setores da economia envolvidos. Portanto, os lobbies não serão tão fortes. Uma eventual união do Pis e Cofins é uma coisa que envolve basicamente o governo federal. Se o governo não se opor a isso e se a alíquota não ultrapassar o que é hoje, acredito que ninguém terá resistência e será um imposto a menos”, disse em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan, nesta quarta-feira, 5. Segundo ele, no entanto, o país precisa de uma medida mais abrangente e que traga mudanças efetivas, como uma regra única para o ICMS, que atualmente segue uma legislação em cada Estado, e o consenso sobre a cobrança de impostos na origem ou no destino. “Se tiver consenso disso conversando com todos os governador,  é um outro passo, esse sim, importantíssimo”, ressaltou.

Oriovisto Guimarães, que integrou a Comissão Mista da reforma tributária, também falou sobre os trabalhos do colegiado e comentou a decisão do presidente da Câmara de cancelar o grupo de trabalhos. Para ele, a postura de Arthur Lira vai “fazer começar do zero”. “É muito difícil fazer reforma tributária no Brasil. Agora o governo realmente resolveu a dizer para que veio e agora está falando em fazer uma coisa mais simples, fazer uma reforma fatiada e criando o famoso imposto do cheque para tirar os encargos trabalhistas”, afirmou, se posicionando contra a proposta defendida pelo ministro Paulo Guedes.

O senador defende uma proposta de reforma mais simples e coordenada pela pasta da Economia. “O governo já devia há muito tempo ter apresentado uma proposta didática, simples, que pudesse convencer não só os parlamentares, mas convencer os empresários, convencer as corporações e o povo brasileiro, que pudesse entender que impostos vamos pagar. Temos sistema tributária muito confuso, o ICMS é muito complexo, completamente diferente em cada Estado. Agora o Paulo Guedes está querendo fazer por partes, que apresente essa parte e vamos fazer.”