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Brasil

Chuvas deixam mais de 46 mil imóveis sem energia em SP

Capital paulista concentra a maior parte dos desligamentos nesta quarta-feira (17); Ministério de Minas e Energia acionará a Aneel para iniciar processo de caducidade do contrato

Nicolas Robert

Pedestres se protegem da chuva na Avenida Paulista, na região centro-sul da cidade de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (17)
Pedestres se protegem da chuva na Avenida Paulista, na região centro-sul da cidade de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (17) RENATO S. CERQUEIRA/ATO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Na manhã desta quarta-feira (17), mais de 46 mil domicílios na Grande São Paulo permanecem sem energia elétrica. A interrupção no fornecimento é consequência das fortes chuvas que atingiram a região na terça-feira (16), ocorrendo apenas oito dias após o temporal causado por um ciclone extratropical que deixou milhões de pessoas sem luz e gerou um apagão de até cinco dias em diversas áreas.

Segundo dados da Enel, concessionária responsável pelo serviço, a capital paulista é a cidade mais impactada, contabilizando 28.729 endereços sem eletricidade. Na região metropolitana, o município de Osasco registra 5.843 imóveis afetados, seguido por São Bernardo do Campo, no ABC paulista, com 4.315 pontos no escuro.

A empresa informou que acionou seu plano de contingência, reforçando o número de equipes nas ruas e a estrutura de atendimento. A medida visa enfrentar a previsão meteorológica para os próximos dias, que indica a chegada de uma frente fria acompanhada de chuvas generalizadas, raios e rajadas de vento.

Governo Federal pede cancelamento do contrato

Diante das falhas recorrentes no abastecimento, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou na terça (16) que solicitará à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a abertura imediata do processo de caducidade do contrato com a Enel, que tem vigência prevista até 2028.

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A decisão foi comunicada após uma reunião entre Silveira, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o prefeito da capital, Ricardo Nunes. Embora o ministro tenha sinalizado anteriormente ser contrário à rescisão, o novo posicionamento demonstra um alinhamento entre os governos federal, estadual e municipal. Segundo o titular da pasta, o objetivo é garantir uma resposta rápida à população e assegurar a melhoria na qualidade do serviço prestado.

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