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Famílias que gastam mais de R$ 600 na conta de luz veem na energia solar uma solução

Facilidade de crédito e a perspectiva de retorno a médio prazo estão entre os principais fatores de adesão; Mato Grosso do Sul lidera em número de projetos concluídos

Felipe Cerqueira

Trabalhador no campo junto aos painéis solares
15571 senivpetro/Freepik

Um levantamento da 77Sol, empresa de soluções em energia solar, traçou o perfil das famílias brasileiras que investem em geração fotovoltaica. O estudo indica que 31% dos consumidores que optaram pela tecnologia têm contas de luz em torno de R$ 600 por mês e buscam reduzir gastos diante do aumento das tarifas de energia elétrica.

Outros 13% correspondem a famílias com consumo mensal entre R$ 720 e R$ 950, enquanto 11% reúnem consumidores de maior porte, com faturas entre R$ 1.200 e R$ 1.800. Segundo a 77Sol, a facilidade de crédito e a perspectiva de retorno a médio prazo estão entre os principais fatores de adesão.

Residências e empresas na dianteira

De acordo com Luca Milani, CEO da 77Sol, a energia solar deixou de ser vista como um luxo restrito a grandes propriedades. “Hoje, ela está no centro das decisões financeiras das famílias brasileiras, especialmente da classe média, que vê na tecnologia uma forma de reduzir gastos e garantir previsibilidade”, afirma.

Embora o mercado seja majoritariamente residencial, pequenos e médios empresários também têm recorrido aos painéis solares como forma de conter custos operacionais.

Panorama do setor

O levantamento mostra que o ticket médio de um sistema fotovoltaico é de cerca de R$ 12 mil para kits de 8 kWp, incluindo módulos, inversores e estruturas de fixação. O valor pode variar de acordo com os equipamentos escolhidos, o tipo de financiamento e as especificidades de cada projeto.

Entre os estados, Mato Grosso do Sul liderou em número de projetos concluídos, impulsionado pelo agronegócio e pela indústria. Pará se destacou em áreas remotas pela busca por autonomia energética, enquanto São Paulo segue como maior mercado consumidor, com forte presença nos segmentos residencial e comercial.

Novembro foi o mês de maior volume de vendas, movimento atribuído a fatores como planejamento fiscal, promoções de fim de ano e mudanças regulatórias.

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Novas demandas

O estudo também aponta crescente interesse por baterias solares, que permitem armazenar energia para uso posterior, e por carregadores veiculares, em razão do aumento da frota de carros elétricos no Brasil. Os inversores híbridos, que possibilitam maior integração entre sistemas conectados à rede e baterias, também estão em alta.

Para Milani, esses dados mostram que o consumidor brasileiro está mais informado e estratégico. “Já não se trata apenas de instalar painéis, mas de adotar um consumo mais inteligente. É um movimento que acelera a transição energética no país”, afirma.

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