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Qual o papel de cada um dos presos pelo assassinato de Ruy Ferraz Fontes

Operação da Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (13) três apontados como integrantes do PCC; grupo é investigado por planejamento, logística e execução do crime ocorrido na Praia Grande

Nicolas Robert

Marcio Serapião de Oliveira, vulgo Velhote ou MC, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, vulto Azul ou Careca, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, vulgo Manezinho ou Manoelzinho, suspeitos de mandar matar Ruy Ferraz Fontes
Marcio Serapião de Oliveira, vulgo Velhote ou MC, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, vulto Azul ou Careca, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, vulgo Manezinho ou Manoelzinho, suspeitos de mandar matar Ruy Ferraz Fontes Reprodução / TV Globo

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta terça-feira (13) três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) suspeitos de terem mandado matar o ex-delegado-geral da corporação Ruy Ferraz Fontes. O crime ocorreu em setembro do ano passado, na Praia Grande, no litoral paulista, quando Ruy Ferraz foi atingido por disparos enquanto caminhava.

A operação, realizada em sete municípios paulistas, cumpriu cinco mandados de prisão temporária e 13 de busca e apreensão em Jundiaí, Mongaguá, Praia Grande, Carapicuíba, Barueri, Mairinque e na capital. Segundo os investigadores, os detidos atuaram de forma organizada, com funções divididas entre planejamento, coordenação logística e apoio durante e após o assassinato.

Quem são os presos

Marcio Serapião de Oliveira (Velhote ou MC)

Apontado como integrante do PCC, é investigado por dar apoio estratégico e logístico ao homicídio. A Polícia Civil afirma que há indícios de sua participação na guarda de veículos, uso de imóveis de apoio e ocultação de elementos ligados ao crime. Velhote foi preso na Vila Isa, na Zona Sul de São Paulo; tentou fugir, mas era monitorado por drone. Documentos e dois celulares foram apreendidos.

Fernando Alberto Teixeira (Careca)

É apontado como um dos articuladores do assassinato, com indícios de participação no planejamento, coordenação e execução indireta do delito. Foi detido em Jundiaí e teve dois celulares apreendidos.

Manoel Alberto Ribeiro Teixeira (Manezinho ou Manoelzinho)

É investigado pelo papel de principal articulador logístico e operacional do grupo. Segundo a polícia, teria auxiliado na fuga dos envolvidos, fornecido material de apoio e mantido contato com os executores. Foi preso em Mongaguá, no litoral paulista, onde a polícia encontrou uma arma de fogo.

O que aponta a investigação

As apurações indicam que os suspeitos dividiram tarefas entre fases do crime, incluindo planejamento, execução e suporte. Entre as provas estão impressões digitais em veículos usados no assassinato, dados extraídos de aparelhos eletrônicos, conversas entre investigados, movimentações financeiras consideradas suspeitas e uso de imóveis de apoio.

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Segundo os investigadores, os endereços ligados ao grupo podem conter armas, documentos, eletrônicos e outros materiais que contribuem para esclarecer o caso. A polícia sustenta haver fortes indícios de que os três atuaram juntos no comando da ação criminosa.

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