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Tarcísio descarta envolvimento do PCC em casos de bebidas adulteradas com metanol em SP

Suspeita foi levantada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação, que apontou que o produto químico poderia ser o mesmo importado ilegalmente pela facção

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O governador Tarcísio de Freitas dá entrevista coletiva após reunião sobre ações no combate a intoxicação por metanol
54822866641_d7aba57f9a_k Marcelo S. Camargo/FUSSP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (30) que não há evidências de participação do PCC (Primeiro Comando da Capital) na adulteração de bebidas alcoólicas com metanol que vem provocando intoxicações no estado. “Pessoas que trabalham nas destilarias investigadas não têm ligação entre si nem com organizações criminosas”, disse, durante coletiva no Palácio dos Bandeirantes. A declaração contrasta com a suspeita levantada pela Associação Brasileira de Combate à Falsificação, que apontou que o metanol usado nas bebidas poderia ser o mesmo importado ilegalmente pelo PCC para misturar a combustíveis.

Segundo Tarcísio, contudo, os inquéritos estaduais não identificaram nenhum elo com a facção. O estado registra 22 casos de intoxicação por metanol, sendo 7 confirmados e 15 em investigação, e cinco mortes suspeitas — apenas uma confirmada. Os incidentes envolvem gim, uísque e vodca consumidos em bares e adegas, cujos nomes estão sob sigilo.

Enquanto isso, a Polícia Federal abriu inquérito para investigar a possibilidade de distribuição de bebidas contaminadas para outros Estados. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou que, apesar de os casos estarem concentrados em São Paulo, a apuração é necessária por se tratar de ocorrência interestadual.

O metanol é altamente tóxico e pode causar cegueira permanente, convulsões, danos ao sistema nervoso e morte. Autoridades de saúde recomendam que consumidores adquiram apenas bebidas de fabricantes legalizados, com selo fiscal, rótulo e lacre de segurança, e que estabelecimentos verifiquem a procedência dos produtos.

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O governo paulista também determinou a interdição cautelar de estabelecimentos suspeitos e realiza operações para apreensão de bebidas irregulares. Em Americana, no interior, mais de 17.700 garrafas foram recolhidas em três endereços, incluindo uma chácara usada para produção de uísque, gim e vodca. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos alerta que episódios de intoxicação por metanol podem se transformar em surtos epidêmicos, exigindo resposta rápida das autoridades e atenção da população quanto à segurança das bebidas consumidas.

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Publicado por Felipe Dantas

*Reportagem produzida com auxílio de IA