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Eliseu Caetano

Jogador argentino é preso pelo ICE e deve ser transferido para centro de detenção na Flórida

Família contesta a detenção e afirma que o atleta tem um pedido de asilo pendente

Eliseu Caetano

Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) montam guarda do lado de fora do Delaney Hall, que está sendo utilizado como centro de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em Newark, Nova Jersey, em 29 de maio de 2026.
Agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) montam guarda do lado de fora do Delaney Hall, que está sendo utilizado como centro de detenção do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), em Newark, Nova Jersey, em 29 de maio de 2026. Foto por BRYAN R. SMITH / AFP

O jogador argentino Matías Pourrain, de 34 anos, está sob custódia do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) após ser detido quando se preparava para embarcar em um voo doméstico entre Miami e Los Angeles.

Pourrain vive nos Estados Unidos há anos e atua no futebol do país. Atualmente, joga pelo Miami United FC e também teve passagem pelo Club de Lyon FC.

A família contesta a detenção e afirma que o atleta tem um pedido de asilo pendente, autorização válida de trabalho e documento de identificação da Flórida, além de não possuir antecedentes criminais. Segundo o irmão, Juan Pourrain, o jogador aguardava uma entrevista relacionada ao processo para obter a residência permanente.

As autoridades americanas, no entanto, apresentam uma versão diferente sobre a situação migratória. Pourrain teria entrado legalmente nos Estados Unidos em novembro de 2019, com autorização para permanecer por seis meses. Esse período terminou em maio de 2020 e, segundo o governo, ele permaneceu no país depois do prazo inicialmente autorizado.

Ter um pedido de asilo em andamento e uma autorização de trabalho não significa, por si só, possuir residência permanente. Estrangeiros com determinados processos migratórios pendentes podem receber permissão para trabalhar enquanto aguardam uma decisão sobre o direito de permanecer no país.

A defesa tenta agora conseguir a liberação do jogador. O advogado responsável pelo caso estima que, se a fiança for autorizada, o valor poderá ficar entre US$ 3 mil e US$ 5 mil.

Pourrain também deve ser transferido para o Krome North Service Processing Center, no sul da Flórida. A unidade é administrada dentro do sistema de detenção migratória dos Estados Unidos e recebe estrangeiros que aguardam decisões sobre seus processos.

A transferência para Krome não representa uma condenação criminal nem significa que Pourrain será automaticamente deportado. Até o momento, não há informação de acusação criminal contra o jogador. O caso está relacionado à situação migratória dele nos Estados Unidos.

A defesa deverá apresentar a documentação do argentino e buscar a possibilidade de que ele responda ao processo em liberdade. Enquanto isso, Pourrain permanece sob custódia do ICE à espera das próximas decisões sobre o caso.