JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Os Pingos nos Is | 18h00 - 20h00
Patrícia Costa

PF destrói 16 dragas em garimpo ilegal, no Amazonas

A operação segue em andamento até o dia 30 de julho

Patricia Costa

Vianey Bentes/TV Globo
garimpor-artesana Garimpeiros trabalhando em lavra a céu aberto

No coração da Amazônia, a destruição avança sob os rios. A Polícia Federal, junto com o ICMBio e a Funai, executa a Operação Kampô, que começou no dia 22 e segue até 30 de julho, no município de Jutaí, no interior do Amazonas. O alvo: três rios da região — Jutaí, Bóia e Igarapé Preto, onde operavam dragas ilegais para exploração de ouro. Foram 16 dragas destruídas, 4 mil litros de combustível apreendidos, além de motores, rebocadores, voadeiras, e até antenas de internet via satélite — a Starlink, usada para manter comunicação em áreas isoladas. E o mais grave: foram recolhidos frascos de mercúrio, um metal pesado que não se dissolve na água e entra diretamente na cadeia alimentar. O mercúrio é neurotóxico, afeta o desenvolvimento de crianças, pode provocar aborto espontâneo, deformações congênitas e doenças neurológicas irreversíveis. É isso que está sendo despejado nesses rios. Além disso, foram encontrados animais silvestres capturados, como tracajás e tartarugas centenárias — símbolos da fauna amazônica, vítimas de um crime que une degradação ambiental e violência contra a biodiversidade.

[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Nenhum garimpeiro foi preso até o momento. Mas a operação ainda está em curso e recolheu documentos e equipamentos que podem ajudar na responsabilização penal e ambiental dos envolvidos. Essa não é uma ação pontual. Ela revela o retrato de uma Amazônia onde o crime se estrutura com logística, financiamento e tecnologia. A presença de antenas Starlink nas balsas ilegais confirma o que a PF já vinha alertando: há inteligência e articulação no crime ambiental. E isso exige reação à altura. Enquanto o garimpo ilegal avança com mercúrio, motores e satélite, as populações ribeirinhas resistem sem acesso à saúde básica.
A proteção da Amazônia depende de operações como essa — mas também de prevenção, fiscalização permanente e prioridade real no orçamento público. Porque o que está em jogo aqui não é só o ouro. É a água, é a vida, é o futuro.

[jp-related-posts ids=”2026774,2026717″]