A Espanha chega às quartas de final com futebol eficiente e a Bélgica ressuscita, depois de despachar os EUA
A Espanha é uma seleção que tem grandes valores individuais, mas também um conjunto que vem crescendo durante o mundial. O primeiro tempo do duelo contra Portugal, em Arlington, foi parelho no primeiro tempo, com as duas equipes perdendo grandes chances de gol. Entretanto, na etapa final, brilhou a estrela do técnico Luis de La Fuente. Quando a partida já estava quase entrando nos descontos, Merino, que tinha entrado na etapa final, marcou o único gol do difícil duelo. A Espanha quebrou um tabu: desde 2010, quando conquistou o título mundial, nunca mais tinha passado para as quartas de final.
Méritos para os espanhois, tristeza do lado de Portugal que ficou devendo futebol na Copa. Até de Cristiano Ronaldo, mesmo com 41 anos, se esperava mais. De qualquer forma, CR7 agora vira lenda, ao se despedir dos mundiais. Ele se emocionou depois do encerramento da partida. Em seis edições disputadas, marcou onze gols. Com a camisa do selecionado, conquistou a Eurocopa de 2016 e a Nations League de 2025.
Os espanhois agora vão enfrentar a Bélgica pelas quartas de final. Em um jogo marcado pelo mal estar político com o caso Balogun, expulso contra a Bósnia, mas liberado para jogar após a interferência de Donald Trump sobre a FIFA, os americanos deram adeus ao mundial. Depois de apresentações irregulares, a equipe europeia goleou os Estados Unidos por 4 a 1, em Seattle. O destaque foi Charles De Ketelaere, autor de dois gols.
A Copa vai se afunilando e, nesta terça-feira, os dois únicos sul-americanos que restaram entram em campo. A Argentina enfrenta o Egito, às 13h (horário de Brasília), em Atlanta, e a Colômbia pega a Suíça, às 17h, em Vancouver. Pela primeira vez, desde 1930, as quartas de final não terão Brasil ou Alemanha ou Itália, países com o maior número de títulos.