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Thiago Uberreich

Apesar da discrição, Lima, o ‘curinga’ do Santos, foi um dos gigantes da história do clube

O ex-atleta, que morreu nesta semana, aos 83 anos, era um dos grandes amigos de Pelé

Thiago Uberreich

Os jogadores Oberdan, Pelé, Ramos Delgado e Lima, do Santos, saúdam a torcida, antes do início da partida contra o Corinthians
Campeonato Brasileiro de Futebol de 1971 ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Nem mesmo o retorno de Neymar à Vila Belmiro foi capaz de ofuscar as homenagens a Lima. O ex-jogador, que morreu na última segunda-feira (3), está entre os maiores da gloriosa história do Santos. Antônio Lima dos Santos (tinha que ter Santos no nome) nasceu em 18 de janeiro de 1942 em São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais. No futebol, ele foi revelado pelo Juventus de São Paulo, mas entrou mesmo para a história ao vestir a camisa do Peixe, entre 1961 e 1971. Ao todo, conquistou 22 títulos pelo Alvinegro, inclusive o bicampeonato da Libertadores e do Mundial, em 1962 e 1963, com vitórias históricas diante do Peñarol, Boca Juniors, Benfica e Milan.

Lima também é hexacampeão brasileiro (1961, 1962, 1963, 1964, 1965 e 1968) e heptacampeão paulista (1961, 1962, 1964, 1965, 1967, 1968 e 1969). Durante a carreira, o Curinga da Vila, como sempre foi carinhosamente chamado, atuou como zagueiro, lateral e meio-campista. Ele é o quarto atleta que mais vestiu a camisa do clube, com 694 participações, atrás somente de Pelé, Zito e Pepe. No total, foram 63 gols marcados pelo time da Vila Belmiro.

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Pela seleção brasileira, o ex-atleta entrou em campo em 18 partidas, com seis gols marcados. O ex-jogador foi titular na Copa de 1966, na Inglaterra, quando a equipe, comandada por Vicente Feola, não passou da primeira fase. Em 2022, Lima concedeu entrevista à Jovem Pan para falar sobre a morte de um amigo de longa data: Edson Arantes do Nascimento, o Pelé.

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