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Thiago Uberreich

Ghiggia, carrasco brasileiro na Copa de 1950, sempre demonstrou muito respeito com o futebol da seleção nacional

O ex-jogador jamais culpou Barbosa pelo gol que calou o Maracanã

Thiago Uberreich

O jogador Alcides Ghiggia, do Uruguai, comemora após marcar gol durante a partida contra o Brasil, na final da Copa do Mundo de 1950
Copa do Mundo de 1950 ASSOCIATED PRESS

Na coluna passada, falei da presença de Zagallo no Maracanã, no dia da partida decisiva da Copa de 1950, entre Brasil e Uruguai. No ano 2000, quando a derrota da seleção nacional completou cinco décadas, tentei encontrar o telefone de Alcides Ghiggia, carrasco da equipe comandada por Flávio Costa, para uma entrevista. Liguei da redação da Rádio Eldorado, onde eu trabalhava, para jornais uruguaios na tentativa de localizar o ex-jogador. 

Já existia internet e não foi complicado achar os portais de algumas publicações do país, como “El País”. Consegui o telefone de Ghiggia, autor do segundo gol que calou o Maracanã em 16 de julho de 1950. Nascido em 22 de dezembro de 1926, ele estava com 74 anos, foi muito simpático e concordou em conversar comigo.

Durante a entrevista, o ex-jogador demonstrou o mesmo respeito que sempre teve pelo futebol brasileiro: “No futebol, ganham os onze e perdem os onze. A culpa pela derrota não foi do goleiro Barbosa”, ressaltou. Ao descrever o lance fatal que resultou no segundo gol da “Celeste Olímpica”, Alcides Ghiggia reconheceu que o chute dele saiu prensado e a bola entrou entre o goleiro Barbosa e a trave. Vale a pena conferir essa gravação histórica. 

Ouça a entrevista com Ghiggia

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