Joseval Peixoto, um dos maiores radialistas do Brasil, foi destaque na Copa de 1970
O dia do radialista é comemorado nesta sexta-feira (7) e eu gostaria de aproveitar o espaço para novamente reverenciar Joseval Peixoto. Um dos nomes mais importantes da história do rádio e do Direito vai lançar o livro “A lenda Joseval Peixoto: voz, memórias e versos de uma vida ao vivo” (Editora 45 e Fons Sapientiae). A obra já está em pré-venda nas principais lojas on-line e o lançamento físico será na Livraria Drummond, do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2073), no próximo dia 12, a partir das 18h.
Um dos momentos mais marcantes de Joseval em 52 anos de Jovem Pan foi o trabalho desempenhado durante a Copa de 1970, no México. Ainda jovem, aos 31 anos, coube a ele empunhar o microfone da emissora e narrar os momentos decisivos do tricampeonato. Depois da conquista da seleção brasileira, ele soltou a voz: “Essa deusa de ouro, de braços erguidos, essa deusa tão jovem, com velhas histórias, erguida para o alto para o céu do Brasil”. A deusa de ouro era a taça Jules Rimet.
Em 1970, a Jovem Pan, a Nacional de São Paulo, com Pedro Luiz, e a Rádio Bandeirantes, com Fiori Gigliotti, fizeram um pool para transmitir as partidas. Joseval Peixoto conta que os três se revezavam nos microfones: “Nós éramos muito amigos, e separamos assim: um abria e fechava a transmissão, um narrava o primeiro tempo e outro o segundo, e assim iríamos revezando”, conta.
Antes da final contra a Itália, a grande pergunta era: quem iria narrar o segundo tempo do duelo? Cada um faria meia hora da partida e, depois de um sorteio, Joseval levou a melhor:
Pedro Luiz: primeira meia hora
Fiori Gigliotti: 15 minutos finais do primeiro tempo e 15 minutos iniciais do segundo tempo
Joseval Peixoto: última meia hora da etapa final
“Eu tive a vantagem de receber o jogo quando o placar estava empatado por 1 a 1”, relembra Joseval. Ele rememora a conquista da Copa em pleno regime militar: “O Brasil vivia um período de militarismo durante a disputa da Copa de 1970, e o governo tomou conta da seleção, com os jogadores ‘enclausurados’ em um castelo medieval no México, e as entrevistas eram permitidas apenas uma vez por semana. A Jovem Pan, porém, contou mais uma vez com uma dose de sorte. O repórter Geraldo Blota era amigo de Rivellino e usou a aproximação e a criatividade para conseguir materiais exclusivos da seleção. Tinha acabado de ser lançado o gravador a pilha, e o GB [como Geraldo Blota era chamado pelos companheiros] entregava o aparelho para o Rivellino com as fitas, e ele entrevistava os jogadores na concentração e devolvia para a gente o material”, explica Joseval.
[cta-selector name=”model3″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_JPEsportes.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan Esportes e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9wMgZD8SE3UbBwem2u” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
O gol de Carlos Alberto foi narrado assim por Joseval: “Clodô finta o primeiro italiano, vai descendo, finta mais um, olha o passeio de Clodoaldo, outra finta de Clodô! Entrega para Rivellino, domina o astro do Parque, levanta a bola para Jair, pela esquerda, atenção, desceu Jair, bateu a Fachetti, rolou para Pelé, atenção Pelé para Carlos Alberto livre, olha bola tocou é gol! Gooooooooooolaço. Carlos Alberto, Rivellino, Jair, Pelé, Carlos Alberto. Aumenta o placar. O placar transborda, o placar de 4 a 1! Borbulhante alegria ver o Brasil florido, o Brasil colorido, 4 a 1, no placar ”.
É sempre bom ouvir a transmissão da partida final da Copa de 1970, entre Brasil e Itália, na Cidade do México, com vozes inesquecíveis do rádio.
[jp-related-posts ids=”2075650,2075634″]