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Jornal da Manhã – 2ª Edição | 07h00 - 10h00
Thiago Uberreich

O duelo entre Brasil e Argentina em 1978 ficou conhecido como ‘Batalha de Rosário’

O confronto pela Copa do Mundo não teve gols e foi marcado por violência

Thiago Uberreich

Roberto "Dinamite" (d) da Seleção do Brasil, disputa lance com Daniel Passarella (e), da Seleção da Argentina, no jogo válido pela segunda fase da Copa do Mundo, disputado no Estádio Gigante de Arroyito, em Rosário
COPA DO MUNDO DA ARGENTINA DE 1978 EQUIPE AE/ESTADÃO CONTEÚDO

Hoje tem Brasil e Argentina pelas eliminatórias da Copa e eu aproveito para relembrar um duelo entre as duas seleções que foi marcado por violência. O jogo do Mundial de 1978 ficou conhecido como a “Batalha de Rosário”. O Estádio Gigante de Arroyito recebeu 37 mil torcedores. O gramado estava todo tomado por papel picado. O técnico Cláudio Coutinho tirou Gil. Já Chicão, volante do São Paulo, começou como titular; era um jogador vigoroso, capaz de enfrentar e revidar as botinadas argentinas. Ele foi encarregado de marcar Mario Kempes e conseguiu anular o adversário.

BRASIL 0 × 0 ARGENTINA – Rosário – 18.06.78

Brasil: Leão, Toninho, Oscar, Amaral, Rodrigues Neto (Edinho), Chicão, Batista, Jorge Mendonça (Zico), Gil, Roberto Dinamite e Dirceu.
Argentina: Fillol, Olguin, Galvan, Passarella, Tarantini, Ardiles (Villa), Gallego, Luque, Bertoni, Ortiz (Beto Alonso) e Mario Kempes.
Árbitro: Karoly Palotai (Hungria)

A partida não teve gols, mas sobrou violência. Chicão, Edinho e Zico levaram cartões amarelos. Pela Argentina, apenas Ricardo Villa foi advertido pelo árbitro da Hungria. Em uma outra cena de pugilato, o zagueiro Oscar levou uma cotovelada do centroavante Luque.

A Folha de S.Paulo destacou no dia seguinte: “Em um jogo nervoso e de má qualidade técnica, Brasil e Argentina empataram, ontem, nesta cidade, por 0 a 0. Com este resultado, a definição do grupo B da Copa do Mundo foi adiada para quarta-feira [21 de junho de 1978], quando jogam Brasil × Polônia, em Mendoza, e Argentina × Peru, em Rosário. Para obter a vaga de finalista, a equipe brasileira vai depender de si própria e do Peru, pois, momentaneamente, seu saldo de gols é superior ao dos argentinos por 3 a 2.” O problema é que a seleção venceu a Polônia, mas a Argentina goleou o Peru por 6 a 0 em um placar nitidamente arranjado. 

Campanha brasileira na Copa de 1978
Brasil 1×1 Suécia – primeira fase
Brasil 0x0 Espanha – primeira fase
Brasil 1×0 Áustria – primeira fase
Brasil 3×0 Peru – segunda fase
Brasil 0x0 Argentina – segunda fase
Brasil 3×1 Polônia – segunda fase
Brasil 2×1 Itália – decisão do terceiro lugar 

A seleção brasileira terminou a Copa de forma invicta com o título de “campeã moral”, como dizia o técnico Cláudio Coutinho. 

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