JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Três em Um | 16h00 - 18h00
Thiago Uberreich

Sorteio dos grupos para Copa de 2002 desagradou à cartolagem brasileira

Os dirigentes preferiam disputar as partidas da primeira fase no Japão e não na Coreia do Sul

Thiago Uberreich

Rivaldo (esq.), atacante da Seleção Brasileira, tenta se livrar da marcação de Golberto Martinez durante jogo entre Brasil e Costa Rica, válido pela primeira fase da Copa do Mundo de 2002
Campeonato Mundial de Futebol de 2002 na Coréia/Japão PAULO PINTO/ESTADÃO CONTEÚDO

Cerca de duzentas seleções participaram das Eliminatórias para a Copa de 2002 e em jogo estavam 29 vagas, já que a França, atual campeã, e os dois países sedes, Japão e Coreia do Sul, já estavam classificados automaticamente. Com a definição, a Fifa promoveu o sorteio dos grupos em 1º de dezembro de 2001. Antes da escolha das bolinhas, o técnico Luiz Felipe Scolari polemizou: “Escutei um zum-zum-zum. Acho que vai ser um sorteio viciado, pior que bingo no Rio Grande do Sul”.

Felipão estava em Busan, na Coreia, para acompanhar o sorteio. Inicialmente, a informação era de que a seleção brasileira seria a cabeça de chave do Grupo F, com partidas no Japão. Depois, no entanto, os dirigentes brasileiros, ausentes de uma reunião do comitê organizador, ficaram sabendo que nada estava definido e que a equipe nacional poderia cair em um grupo com partidas na Coreia, o que efetivamente ocorreu. O técnico brasileiro dava a entender que preferia ficar em terras japonesas. 

Ao contrário das Copas anteriores, em que Pelé foi desprestigiado nos sorteios dos grupos, o Rei teve tratamento especial. O presidente da Associação Coreana de Futebol, Chung Mong-joon, fez questão de colocar o maior camisa 10 da história em destaque. Além dele, o holandês Cruyff e o camaronês Roger Milla estavam presentes. A festa no Busan Exhibition & Convention Center (Bexco) foi marcada por apresentações de dança e pela presença de cantores orientais, claro. Foi Pelé quem tirou as bolinhas que indicavam os adversários dos brasileiros. Bilhões de telespectadores em todo mundo acompanharam a festa. 

Depois da definição, o técnico Luiz Felipe Scolari se disse aliviado e era consenso que o Grupo C estava entre os mais fáceis da Copa (Brasil, Turquia, China e Costa Rica). Por outro lado, a CBF não escondeu o descontentamento por fazer a primeira fase na Coreia. O treinador brasileiro permaneceu mais uns dias para procurar um local de treinamento para o Brasil. Já Tostão escreveu para a Folha: “Nas bolinhas, fomos bem. Vamos ver no campo, com a bola maior. Melhor será enfrentar times medianos depois, como Japão, Bélgica, Rússia ou Tunísia”.

[cta-selector name=”model3″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_JPEsportes.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan Esportes e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9wMgZD8SE3UbBwem2u” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]

Nas casas de apostas de Londres, Argentina, Itália, França e Brasil, nesta ordem, eram as mais cotadas para a conquista da Copa.  Foi o ano do inédito pentacampeonato mundial da seleção.

[jp-related-posts ids=”2057853,2057259″]