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Thiago Uberreich

Vitória da seleção brasileira na estreia da Copa de 1970 foi um aperitivo para a conquista do tricampeonato

Pelé calou os críticos e mostrou, mais uma vez, que tinha uma grande capacidade de improvisação

Thiago Uberreich

Pelé (mais alto) comemora gol marcado pela Seleção Brasileira em partida válida pela primeira rodada da Copa do Mundo de 70 contra a Tchecoslováquia
Campeonato Mundial de Futebol de 1970 ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

No Memória da Pan de ontem, falei sobre a vitória da seleção contra a Inglaterra, pela segunda rodada da primeira fase da Copa de 1970, no México. Gostaria de voltar à estreia da equipe de Zagallo diante da Tchecoslováquia. Apesar do descrédito da torcida pela participação da equipe nacional na competição, o Brasil mostrou a que veio logo no primeiro jogo e aplicou uma sonora goleada no adversário. 

BRASIL 4 x 1 TCHECOSLOVÁQUIA – Guadalajara – 03.06.70 

Brasil: Félix, Carlos Alberto, Brito, Piazza e Everaldo; Clodoaldo, Gérson  (Paulo Cézar), Jairzinho, Tostão, Pelé e Rivellino
Técnico: Zagallo
Tchecoslováquia: Viktor, Dobias, Horvath, Migas e Hagara; Hrdlicka  (Kvasnak), Kuna, Frantisek Vesely (Bohumil Vesely), Petras, Adamec e  Jokl
Técnico: Joseph Marko 

Árbitro: Ramón Barreto (Uruguai)
Gols: Petras (12) e Rivellino (25) no primeiro tempo. Pelé (15) e Jairzinho (19 e 38) na etapa final
Público: 52.000 

A seleção saiu perdendo, mas Rivellino garantiu o empate ainda no primeiro tempo em uma cobrança de falta. A imprensa dizia que o jogador era dono de uma “patada atômica”. Ainda na etapa inicial, Pelé estava na intermediária do Brasil quando viu o goleiro Viktor adiantado e não teve dúvidas: chutou ao gol de uma distância de 60  metros! Na hora, os colegas de Pelé olharam para ele sem entender o que estava acontecendo. 

O goleiro tcheco voltou correndo desesperado para a meta, mas a bola passou a centímetros da trave esquerda. Seria o gol maior das Copas. Durante todo o mundial, Pelé surpreendeu os críticos que não acreditavam mais na capacidade dele de improvisar. Foi o que ele mais fez. O narrador mexicano Pedro Carbajal declarou: “Ele tentou o gol mais bonito que eu já vi. Digo, que eu não vi”. 

Na etapa final, Pelé desempatou e Jairzinho balançou as redes adversárias duas vezes. Foi uma apresentação de gala rumo ao tricampeonato mundial. 

Eu te convido a ouvir a partida por duas transmissões diferentes: a primeira, nas vozes de Jorge Curi (Rádio Nacional-RJ) e Waldir Amaral (Rádio Globo). A segunda, pela “Rede da Copa”: Jovem Pan, Bandeirantes e Nacional-SP. Nessa gravação, há apenas a etapa final por causa de um problema que houve, na época, na linha da Embratel.  

Rádio Nacional

Rede da Copa

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