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Macroeconomia

Café arábica atinge maior preço em quase 50 anos

Aumento reflete as preocupações crescentes com as colheitas no Brasil, o maior produtor mundial de café, que sofreu com secas prolongadas em 2024

Felipe Cerqueira

Café
hands-unrecognizable-man-holding-handful-coffee-beans-from-burlap-sack Pressfoto/Freepik

O mercado global de café enfrenta um momento crítico, com o preço do café arábica atingindo níveis históricos. Nesta quarta-feira (28), o valor da libra do café arábica, cotada em Nova York, alcançou 320 dólares, um patamar não visto desde 1977. Este aumento reflete as preocupações crescentes com as colheitas no Brasil, o maior produtor mundial de café, que sofreu com secas prolongadas em 2024. No mercado interno brasileiro, a saca de 60 kg teve um aumento superior a 30% neste mês, sendo negociada por pouco mais de 2.025 reais, ou aproximadamente 48 dólares, de acordo com o indicador Cepea/Esalq.

As condições climáticas adversas no Brasil são apontadas como a principal causa da alta nos preços do café arábica. Analistas destacam que a seca prolongada afetou significativamente o desenvolvimento das plantações, gerando temores de colheitas ruins. Além disso, fatores geopolíticos, como interrupções no transporte no Mar Vermelho, possíveis tarifas do governo Donald Trump e a futura regulamentação da União Europeia sobre desmatamento também estão influenciando o mercado. Em meio a essas incertezas, os agricultores estão adotando uma postura cautelosa, vendendo apenas o necessário e limitando a oferta do arábica.

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O impacto da crise do café não se restringe apenas ao arábica. O café robusta, cotado em Londres, também registrou um aumento significativo, sendo negociado a quase 5.200 dólares por tonelada. Em setembro, o preço atingiu 5.829 dólares, um nível inédito desde 2008. Essa alta nos preços anima os produtores, que enfrentam dificuldades desde o início da guerra na Ucrânia, com o aumento dos preços de insumos como fertilizantes. No entanto, o cenário também encarece o pó de café, impactando diretamente o bolso dos consumidores e pressionando a inflação.

*Com informações de Thiago Uberreich

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*Reportagem produzida com auxílio de IA