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Macroeconomia

Haddad se reúne com representantes do mercado financeiro após anúncio do novo arcabouço fiscal

Em São Paulo, ministro da Fazenda irá se encontrar com presidentes de instituições como Santander, Anbima e Fiesp

Tatyane Mendes

Após apresentar a proposta para o novo arcabouço fiscal, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fechou uma agenda de encontros com diversos representantes do mercado financeiro e agentes econômicos. Nesta sexta-feira, 31, o ministro irá se encontrar com presidentes de instituições como Santander, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Enel Distribuição São Paulo, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Secovi-SP, Grupo Brasil Primeiro, além do Economista Chefe Genial Investimentos. As pautas dos encontros não foram divulgadas pelo Ministério da Fazenda. Segundo a pasta, todas as reuniões serão fechadas e não há previsão de entrevistas. Compromissos começam às 9h e vão até às 18h, com uma pausa de duas horas para o almoço. Na quinta-feira, 30, o ministro apresentou as novas regras fiscais do governo e reforçou o discurso de busca pelo equilíbrio entre responsabilidade fiscal e social. Haddad afirmou que a nova âncora busca sanar deficiências encontradas nas regras anteriores. Ele pontou que modelos prévios tinham meta de superávit primeiro, mas não tinha dimensão anticíclica, o que prejudica investimentos em momentos de crise. Haddad também avaliou que o modelo fará com o que o país seja capaz de formar um “colchão” financeiro de emergência para sustentar o governo durante momentos difíceis na economia. O modelo traz um compromisso com a trajetória de primário até 2026, tendo meta e banda de variação tolerável. Além disso, o atual teto de gastos passa a ter banda com crescimento real da despesa primária entre 0,6% a 2,5% ao ano. A estratégia também aponta que, se os esforços do governo de aumento de receitas e redução de despesas resultarem em primário abaixo da banda, fica obrigada a redução do crescimento de despesas para 50% do crescimento da receita no exercício seguinte. O novo arcabouço também estipula que os investimentos tenham piso.

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