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Macroeconomia

OCDE oficializa convite para que Brasil negocie entrada na entidade

Pedido para adesão à entidade foi feito no governo do ex-presidente Michel Temer e reforçado na gestão do presidente Jair Bolsonaro; processo pode demorar de dois a cinco anos

André Siqueira

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que reúne as nações mais desenvolvidas do mundo, aprovou, por unanimidade, nesta terça-feira, 25, o convite formal para que o Brasil e outros cinco países iniciem as discussões de adesão à entidade. Também foram convidados os governos de Argentina, Bulgária, Croácia, Peru e Romênia. O presidente Jair Bolsonaro já assinou a carta que confirma o interesse do Brasil na continuidade do processo de negociação. A conclusão das tratativas pode durar de dois a cinco anos. O pedido para adesão à organização foi feito no governo do ex-presidente Michel Temer e reforçado pela atual gestão.

Em um pronunciamento feito no Palácio do Planalto na tarde desta terça, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a formalização do convite é “um reconhecimento de que somos uma grande nação”. “Esse início de processo de acessão é um reconhecimento de que somos uma grande nação”, resumiu o titular da pasta. “Esse processo de acesso à OCDE exige do brasil justamente essa convergência na reforma tributária, na liberalização financeira, a convergência nos acordos internacionais de serviços. É um reconhecimento pela nossa agenda e um reforço, um compromisso de seguirmos nesses trilhos das reformas de modernização”.

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“Para melhor atuar na etapa que se inicia, já determinei criação de unidade exclusivamente dedicada no Itamaraty, às relações da OCDE, com a formação de novos quadros na diplomacia econômica. Determinei também a formação de uma equipe de negociadores que coordenará as negociações com a OCDE do roteiro de acessão e também o fortalecimento da delegação permanente que o brasil criou junto a OCDE em 2018, em um projeto que se iniciou na Embaixada em Paris e que precisa ganhar corpo para que possamos seguir essa negociação que durará alguns anos, mas para a qual o Brasil já está em processo bastante avançado”, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Carlos França.

Em nota divulgada na noite desta terça, o Palácio do Planalto afirma que o “Brasil está em plena consonância com os valores fundamentais da OCDE, expressos na Declaração sobre a Nova Visão do Sexagésimo Aniversário da OCDE e na Declaração Ministerial do Conselho de 2021, tais como a defesa dos princípios de livre mercado, o fortalecimento da democracia, a modernização econômica e a proteção do meio ambiente e dos direitos humanos”. “Aderir à OCDE contribui para promover a competitividade e o dinamismo da economia brasileira e atrair investimentos, com geração de emprego, renda e oportunidades empresariais, bem como aprofundar a integração internacional do Brasil. Permite, ainda, o aprimoramento contínuo dos processos de formulação de políticas públicas e das estatísticas econômicas e sociais do País”, acrescenta o governo.