Pré-candidatos lamentam morte de vereadora no Rio

  • Por Jovem Pan
  • 15/03/2018 11h13
Reprodução/FacebookMarielle Franco, defensora dos Direitos Humanos, foi morta a tiros na noite desta quarta-feira (14) no centro do Rio de Janeiro

A maioria dos pré-candidatos à Presidência já se manifestou até a manhã desta quinta-feria (15) lamentando o assassinato da vereadora Marielle Franco na noite desta quarta (14) no Rio de Janeiro.

Defensora dos direitos humanos e crítica da violência da polícia do Rio e da intervenção federal, a socióloga e política do PSOL foi morta a tiros em aparente execução ao lado de seu motorista, Anderson Gomes, que também morreu.

O presidente Michel Temer (MDB), que ainda cogita se lançar à reeleição, já lamentou a “extrema covardia” com que Marielle foi morta e anunciou que a Polícia Federal deverá investigar o caso, sob o comando do ministro Raul Jungmann e o interventor no Rio.

Confira postagens e manifestações dos outros principais pré-candidatos:

Lula

Pré-candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que “a democracia” e o Rio de Janeiro foram atingidos pelo crime:

“Meus sentimentos e solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de Marielle Franco, corajosa liderança política. O Rio de Janeiro e a democracia brasileira foram atingidos por esse crime político bárbaro”.

Marina Silva

Pré-candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva pediu no Twitter “investigações rigorosas” e pediu o consolo de Deus:

“É muito grave e triste a notícia do assassinato da vereadora Marielle Franco do PSOL-RJ. As autoridades precisam abrir investigações rigorosas. Minha solidariedade, nesse momento de perda e dor. Que Deus possa consolar a família, amigos e companheiros de militância.”

Ciro Gomes

O pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, pediu a apuração rápida do “brutal assassinato” e disse que a “luta (de Marielle) por um Brasil mais justo  e contra a discriminação deve ser empunhada por ainda mais brasileiros e brasileiras”:

Álvaro Dias

O senador Álvaro Dias, pré-candidato do Podermos, declarou por meio de nota que o “crime grotesco” é “mais um capítulo da barbárie” que se torna rotina no Brasil. “Como a própria vereadora disse recentemente, quantos ainda terão que morrer até que soluções drásticas sejam tomadas?”, disse Dias, citando frase descontextualizada da vereadora.

Mais um crime grotesco, mais um capítulo da barbárie que vem se tornando uma triste rotina na vida de todos os…

Publicado por Alvaro Dias em Quinta-feira, 15 de março de 2018

Guilherme Boulos

Líder do MST, o pré-candidato do PSOL, partido de Marielle, desconfiou da “mera coincidência” entre o crime e as denúncias da vereadora contra a violência policial no Rio. Boulos disse que a caminhada de Marielle será honrada.

Manuela D’Ávila

Nome do PCdoB para a disputa, Manuela D’Ávila pediu “apuração já” e afirmou que “ninguém vai calar as mulheres que lutam”. Em outras postagens, Manuela também disse: “Luto tem que ser nosso verbo mais e mais. Por ela, pelo Brasil”.

Rodrigo Maia

Rodrigo Maia, presidente da Câmara e pré-candidato do DEM, disse que o assassinato da vereadora e do motorista “significa um trágico avanço na escalada da barbárie que deve ser contida custe o que custar”. O deputado do Rio também pediu justiça e contenção dos “autores dessa execução”.

O assassinato da vereadora Marielle Franco, do Psol, e de seu motorista, Anderson Pedro Gomes, no centro do Rio,…

Publicado por Rodrigo Maia em Quinta-feira, 15 de março de 2018

Cristovam Buarque

Em breve tweet, senador Cristovam Buarque, do PPS, disse que “nesse momento, todos somos PSOL”:

João Amoêdo

O fundador do partido Novo, João Amoêdo, desejou seu sentimentos e retuitou mensagem da sigla em que “exige rápida e eficaz investigação e uma punição rigorosa e efetiva”.

Henrique Meirelles

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), disse que o assassinato da vereadora é “absolutamente inaceitável” e mostra a necessidade de intervenção federal na segurança do Estado do Rio. “Não há dúvida de que isso deve ser coibido, os criminosos devem ser punidos. É um sinal preocupante quando se começa a misturar violência de roubos e tráfico com violência política. Isso não caminhou bem em outros países que caminharam nessa direção”, disse, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, da Rádio Bandeirantes.

Não se manifestaram

Até as 10h40 desta quinta, não foram encontradas manifestações públicas dos pré-candidatos do PSDB, Geraldo Alckmin, do PSL, Jair Bolsonaro, e do PT como “plano B”, Fernando Haddad e Jaques Wagner, além de Fernando Collor de Mello (PTC), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Paulo Rabello de Castro (PSC) sobre o caso.

A reportagem acompanha os políticos para atualização da nota.