Em entrevista antiga, Tarantino defende colega acusado de estupro

  • Por Jovem Pan
  • 06/02/2018 13h58 - Atualizado em 06/02/2018 14h03
"Foi um 'estupro legal'. Ele fez sexo com uma menor de idade", disse sobre o caso de Roman Polanski

Este não é mesmo um bom momento para Quentin Tarantino. Depois da polêmica sobre o acidente de Uma Thurman no set de Kill Bill 2, sobre o qual o diretor admitiu erros de planejamento, ele se envolveu em mais um grande problema, desta vez por uma atitude antiga. Em meio às atuais denúncias de assédio sexual que circulam Hollywood, internautas resgataram uma entrevista concedida por ele em 2003 em que defendeu o colega de profissão Roman Polanski, acusado de ter drogado a modelo Samantha Geimer quando ela tinha 13 anos e a estuprado. As informações são do NME.

“Ele não estuprou uma menina de 13 anos. Foi um ‘estupro legal’. Ele fez sexo com uma menor de idade. Isso não é estupro. Para mim, quando você usa a palavra ‘estupro’, fala sobre violência, jogar no chão – um dos crimes mais violentos do mundo. Não pode usar a palavra ‘estupro’ em vão. É como a palavra ‘racismo’. Não se aplica a tudo que as pessoas fazem”, afirmou em conversa com o locutor Howard Stern.

Vale lembrar que, no final de 2017, Tarantino declarou que tinha conhecimento de muitos casos de abuso envolvendo Harvey Weinstein, mas mesmo assim nunca fez nada a respeito. “Eu sabia o suficiente para fazer mais do que eu fiz. Não eram só rumores, meras fofocas. Eu sabia que ele tinha feito algumas daquelas coisas. Queria ter assumido a responsabilidade pelo que eu ouvi. Se eu tivesse feito o que deveria ter feito anos antes, não deveria ter trabalhado com ele”, disse ao The New York Times.

Atualmente Polanski vive como fugitivo na França. Ele declarou ser culpado pelo estupro de Geimer na década de 1970, foi preso provisoriamente na situação de “avaliação” e solto após 47 dias por pagamento de fiança. Um ano depois teve nova prisão declarada, mas fugiu dos Estados Unidos rumo à Europa.