Carlos Alberto de Nóbrega fala de desavença com Sandy e Junior: ‘Mágoa que tenho até hoje’

Apresentador disse que se arrepende de ter ‘expulsado’ a dupla do programa ‘A Praça é Nossa’; anos depois, ele tentou pedir desculpas a Xororó, mas o cantor não aceitou

  • Por Jovem Pan
  • 13/06/2022 15h20
Reprodução/SBT/Instagram/sandyoficial Montagem com Carlos Alberto de Nóbrega e Sandy e Junior Carlos Alberto de Nóbrega relembrou 'expulsão' de Sandy e Junior do 'A Praça é Nossa'

O humorista Carlos Alberto de Nóbrega abriu o jogo sobre o conflito que teve com os irmãos Sandy e Junior nos bastidores do programa “A Praça é Nossa”, do SBT. “Essa é uma mágoa que tenho até hoje porque sou muito disciplinado e rígido”, falou o artista no podcast “Venus”. A confusão aconteceu no final dos anos 1980, quando os irmãos eram crianças e ainda formavam uma dupla. “Eles eram meninos, foram convidados para fazer a ‘Praça’. Ficaram no camarim”, contou. “Chegou uma notícia de que estava tendo problema no corredor, os seguranças [deles] não estavam deixando os artistas [da ‘Praça’] passarem. Eu fui lá, conversei com os seguranças e falei: ‘Isso é um lugar de respeito, ninguém vai sequestrar essas crianças, eles são nossos convidados. Vocês podem ficar aqui na porta para ninguém entrar, mas proibir os meus artistas vocês não vão’. Eram dois ignorantes, dois imbecis.”

A gravação do programa continuou e Marcelo de Nóbrega, filho de Carlos Alberto e diretor da atração, falou ao pai que os seguranças ainda estavam causando problemas no corredor da emissora de Silvio Santos. O apresentador de “A Praça é Nossa” disse ao filho: “Então manda embora que eles não vão fazer meu programa”. “O Marcelo pagou por uma coisa que eu fiz. No meu programa, quem manda sou eu. Me arrependi? Sim, porque eram duas crianças. Em troca, eles também nunca me perdoaram. Tentei várias vezes”, afirmou Carlos Alberto. Após 32 anos, o humorista encontrou Xororó, pai de Sandy e Junior, em um restaurante e foi pedir desculpas. “Fui falar com ele: ‘Você não pode imaginar a tristeza que eu estou, queria pedir desculpas’. Ele falou: ‘Fiquei com vontade de dar um soco na cara do teu filho’. ‘Você devia dar, eu faria a mesma coisa. Não foram os teus filhos, foram aqueles dois cafajestes [seguranças] que estavam lá’. Por tudo que tem de mais sagrado que foi isso. Me arrependi? Sim, mas eles não perdoaram. Que pena”, concluiu.