Família de Gugu fará campanha para incentivar doação de órgãos no Brasil

  • Por Jovem Pan
  • 09/12/2019 16h02
Antonio Chahestian/Record TVMissa de sétimo dia em memória ao apresentador foi realizada no último fim de semana

A família de Gugu Liberato estuda a criação de uma campanha para incentivar a doação de órgãos no Brasil, informou a assessoria do apresentador nesta segunda-feira (9).

Gugu, que morreu em novembro, manifestou em vida o desejo de ser doador de órgãos. A cirurgia durou mais de cinco horas e, segundo estimativa dos médicos, cerca de 50 pessoas serão beneficiadas pelo ato.

“Após saberem que o ato de doar os órgãos fez com que o assunto ganhasse espaço nunca visto nos meios de comunicação e aumentou o número de telefonemas e doações de órgãos para a Central Nacional de Transplantes, mãe e irmãos de Gugu estudam agora uma ação associada a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos e/ou Ministério da Saúde para esclarecer a população sobre o tema, alavancar essa discussão e, consequentemente, aumentar o numero de doadores”, diz o comunicado enviado à imprensa.

A missa de sétimo dia em memória ao apresentador aconteceu no último sábado (7), na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em São Paulo (SP). Após a cerimônia, a família de Gugu começou a discutir uma forma de incentivar mais doações de órgãos no país.

“O assunto começou a ser discutido entre familiares e será administrado pessoalmente por eles e/ou pessoa designada futuramente. Por enquanto trata-se de um projeto empenhado em perpetuar o desejo de Gugu”, finaliza o informe.

Doação de órgãos no Brasil

De acordo com dados da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), cerca de 43% das famílias brasileiras não autorizam a doação de órgãos de pacientes com morte encefálica.

Segundo a ABTO, um fator que reforça as estatísticas de negativa das famílias é a falta de diálogo sobre a morte – que ainda é considerado um assunto pouco discutido nas casas brasileiras. No país, mesmo que seja uma vontade demonstrada em vida pelo paciente, são os parentes que decidem sobre os órgãos do ente querido.