Coronavírus: 120 mil perderam empregos com paralisação de Hollywood

  • Por Jovem Pan
  • 20/03/2020 09h42
EFEEstúdios e emissoras de TV suspenderam produções e deixaram milhares de freelancers desempregados nos EUA

O sindicato do entretenimento dos Estados Unidos, conhecido como Iatse, divulgou nesta quinta-feira (19) uma estimativa que indica que pelo menos 120 mil pessoas perderam emprego no setor devido ao novo coronavírus, a maioria delas em Hollywood.

Com cerca de 150 mil integrantes, pelo que 80% dos seus membros, que são na maioria técnicos que se dedicam a trabalhos em rede como freelancers, teriam perdido os seus trabalhos depois que boa parte das rodagens de cinema e televisão terem sido interrompidas.

Os empregos perdidos incluem assistentes de produção, roteiristas, designers, maquiadores e outros trabalhos ligados à indústria cinematográfica.

O Sindicato Internacional de Cineastas, por sua vez, mencionou as demissões em uma mensagem aos seus membros e distribuída pela imprensa especializada. “Quando você ler este comunicado, as circunstâncias em que nos encontramos já terão mudado”, diz a carta, destacando o dinamismo da crise.

Os sindicatos anunciaram que vão pedir ao governo dos Estados Unidos que inclua empregos relacionados com a indústria do entretenimento como beneficiários dos fundos de ajuda que está sendo preparado pelo Executivo para aliviar as consequências econômicas da pandemia.

Além disso, o Iatse aprovou uma cota de US$ 2,5 milhões para três instituições de caridade do setor. Outra iniciativa chamada #PayUpHollywood – pague Hollywood – tenta angariar donativos para trabalhadores desfavorecidos, em um sindicato onde alguns poucos trabalhadores acumulam milhões e outros tantos, alguns não sindicalizados, encadeiam períodos de trabalho com sequências sem rendimentos.

A Recording Academy, organizadora do Grammy, vai criar um fundo para aliviar os efeitos que a crise está tendo na indústria musical e, especialmente, em apresentações ao vivo. “Vale desde shows em hotéis e bares até grandes festivais de música”, disse a academia em comunicado.

*Com EFE